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[Quinta-feira, Janeiro 29, 2004]

kill... kill... kill...
I really don't care...

Just leave me alone...
I really don't care...

What´s is this?
I really don't care...

Did you remember me?
I really don't care...

So, what´s the metter?
I really don't care...

Do you... whatever!
I really don't care






...

por Hiran Eduardo Murbach * 10:35 PM

E agora você tem opções!


[Quarta-feira, Janeiro 28, 2004]

Você já leu o Além das Portas, do Randall?! Não?! Eu já li e é muito bom! E você sabia que só existem mais 13 volumes disponíveis a venda?! Também não?! Então, tá na hora de correr! Quer saber como conseguir um destes?! Com a palavra, o autor do livro:

É muito simples, basta você comprar um CD do Barfly na SENSORIAL que você ganha um Além das Portas, seja indo na loja ou pela internet. Mas como eu sei que a banda do Carlão vende mais discos que eu vendo livros, não significa que o incauto fã de Rock, ao comprar um CDzinho da Barfly será obrigado a levar, compulsoriamente, um livro do Tio Randas. Para tanto, você tem que mencionar seu interesse, tipo "Quero levar o Barfly, mas tem o lance do livro daquele carinha do blog..."

3 livros foram separados para essa promoção e eles já estão à disposição na Loja, ali na Rua Alta, 24 de maio, mais ou menos perto de onde acontece alguma coisa no coração do Caetano.

Quando os outros 10 chegarem lá (acredito que na semana que vem), vou dizer como funciona a segunda parte da promoção, que é mais legal ainda! Aos amigos que quiserem divulgar a promoção em seus blogs e listas intermináveis de e-mails, eu agradeço muito! Quero partir pra outra, enterrar de vez o Além das Portas, encerrar a etapa. E diz aí: ser um autor sold out é chique...


por Hiran Eduardo Murbach * 12:26 PM

E agora você tem opções!


[Terça-feira, Janeiro 27, 2004]

Bandas injustiçadas do rock brasileiro 1

Com certeza, a banda mais injustiçada da história do rock nacional atendia pelo estranho nome de Little Quail & the Mad Birds. fundada em Brasília no ano de 1988 passou 9 anos de estrada com a mesma formação: Gabriel Thomaz (guitar/voz), Zé Ovo (baixo/voz), e Bacalhau (bateria). Lançaram dois discos e um EP, diversas músicas que se tornaram hinos no underground, mas que nunca emplacaram! Com letras sem nexo, engraçadinhas, isto tudo muito tempo antes do surgimento dos Mamonas e o bando de porcaria que veio no embalo, nunca tocaram nas rádios, na MTV, nem fizeram grandes shows. Abriram a turnê do Lovô tá Novo do Raimundos (que veio a regravar Aquela no álbum Só no Forévis) e mais nada! Foram convidados para tocar no Close Up Festival, no Rio, antes do Sex Pistols, mas por algo que ninguém sabe explicar, o Zé Ovo chegou atrasado e não puderam tocar. Com isto tudo, desistiram da banda e cada um seguiu o seu caminho. Gabriel fundou o Autoramas, Bacalhou tocou no Rumbora e agora está no Ultrage a Rigor e Zé Ovo é roadie do Maskavo.

Tive oportunidade de ver dois shows deles. Um abrindo pro Raimundos, mas que não foi muito bom porque não conhecia as músicas e outro, numa casa de shows alternativa em Pira. Este show foi FODA! Nesta fase o Bacalhau já tinha saido da banda, mas o show foi sensa! Peso, humor, garra... Inesquecível!

Mas, infelizmente, enquanto Charlie Brown Jr e Detonautas fazem sucesso, os Little Quails da vida perambulam pelo underground, até que venham a desistir, por cansaço e desânimo. E quem perde somos nós...

E só nos resta cantar:

Um, dois, três, quatro...
Um, dois, três, quatro...
Não tem cinco, não tem cinco
Não tem seis, não tem seis
Um, dois, três, quatro...
Um, dois, três, quatro!!!


por Hiran Eduardo Murbach * 11:27 PM

E agora você tem opções!


Lista de (alguns) objetivos para o ano de 2004:

- Terminar a minha história
- Fazer a virar palmeirense
- Fazer minhas duas últimas tattoos
- Parar de brigar no trabalho
- Não me casar
- Voltar a tocar numa banda, nem que seja apenas em um show
- Manter este blog
- Continuar indo em baladas indie
- Conhecer Campos de Jordão
- Criar novos objetivos e sonhos para 2005

por Hiran Eduardo Murbach * 7:25 AM

E agora você tem opções!


[Segunda-feira, Janeiro 26, 2004]

Fim de semana afudê, apesar de poucos amigos na Funhouse. Mas é normal isto tudo, dificilmente juntaremos todos, até porque muitas vezes que falta sou eu... esta é a dificuldade de se morar longe, você perde as boas baladas durante a semana. O show dos Muzzarelas foi foda, com direito a musiquinha sobre minha cidade. Por falar nisto, acho que fora eu e o Du, que foi comigo uma vez pra lá, acho que nenhum barbarense já pisou na Funhouse. Isto porque, se tiver mais alguém na cidade que pudesse ser considerado indie, fora eu e a Evy, eu teria descoberto.

Antes, depois de muito trabalho pesado embaixo de chuva para guardar todas as tralhas da família num sótão, passeios despretenciosos pelo shopping, cervejinha no Charm e muita chuva. Depois, a via sacra de volta ao Tietê, descobrir que quando eu estou com muito sono eu falo coisas que nem lembro que disse e que não significam nada e conversinhas muito importantes que serviram para deixar cada vez mais forte meu sentimento e meu orgulho por uma alguém.

Domingo foi foda, e desta vez no mal sentido. Passei o dia todo oscilando entre o sono e o estado de zumbi, andando sem forças, cumprimentando as pessoas e fazendo social quando, na verdade, eu queria era a minha cama! O Brasil decepcionou, provando que o Ricardo Gomes não passou de mais uma criação dos cariocas bairristas da CBF e que o Vagner Love teria lugar tranquilo naquele time.

Vamos ver como passa esta semana. Eu prometi para mim mesmo e para minha mãe que vou ser mais tranquilo, não vou brigar com ninguém nem discutir com as pessoas. Tomara que eu consiga.

por Hiran Eduardo Murbach * 7:19 AM

E agora você tem opções!


Texto copiado do RC, que escreveu com muita propriedade a diferença entre Corinthians e São Paulo:

O Corinthians é rival. Merece respeito por sua tradição, por sua torcida, por seus títulos. Eu torço contra o Corinthians até contra o time dos diabinhos ou o dos marcianos. Mas respeito. Já com o São Paulo é inimigo. A relação é diferente. Eu odeio o São Paulo, que tentou roubar o Palestra Itália, que tentou desfiliar o Palmeiras, que ganhou dois estádios de mão beijada do governo, que é apadrinhado da elite, que não conseguiu superar a grandeza do Palmeiras nem enquanto padecíamos no inferno da segundona, que se rói de inveja ao ver que Palmeiras e Corinthians têm e sempre terão a maior rivalidade de São Paulo, talvez do Brasil, uma das maiores do mundo. Em vez de respeito, o São Paulo merece desprezo.

por Hiran Eduardo Murbach * 7:04 AM

E agora você tem opções!


The smell of sugar cane, never went away
As the tenth bottle of beer, is opened with the teeth
Maybe go to a fucking rodeo, Call them cowboys fags
Ain't nothing better than a black eye
On a boring Saturday night!
Born to lose, Born to lose in SBO


por Hiran Eduardo Murbach * 6:49 AM

E agora você tem opções!


[Sexta-feira, Janeiro 23, 2004]

Com dinheiro russo, União Barbarense pode entrar na história

Santa Bárbara D'Oeste, SP, 23 (AFI) - O União Barbarense pode ser o primeiro clube brasileiro na história a comprar uma equipe européia. De acordo com uma manchete do jornal Tribune de Geneve, principal diário de Genebra na Suíça, o Servette - um dos principais clubes do país - estaria sendo vendido para a equipe do interior paulista.

No entanto, o Leão da 13 não compraria a equipe suíça com dinheiro próprio, até porque não tem condições para isso. Na realidade, a suposta compra deve ser realizada com dinheiro russo - suspeita-se até que estaria sendo patrocinada pela Máfia russa.

Segundo os jornais suíços, o dinheiro para a compra do Servette viria da empresa petrolífera Loukoil, que já adquiriu diversos times da Europa, inclusive o Spartak Moscou, principal clube da Rússia. A empresa faria um acordo com o União para concretizar a negocição.

A intenção da Loukoil é de comprar a maioria das ações da equipe suíça, para, assim, ter poder de controle sobre o futuro financeiro do clube.

Crise sufoca Servette
Clube bastante tradicional e fundado em 1890, o Servette atravessa talvez a pior crise de toda sua história. Com 17 títulos nacionais, o clube está afundado em dívidas e já acumula alguns meses de salários atrasados.

A crise foi iniciada após o clube perder seus investidores, sendo o principal o Canal Plus, da França. Com isso, o time parou de contratar jogadores e passou a acumular péssimos resultados nos últimos três anos.


Eu não sei se é má fé, falta de pesquisar melhor as coisas ou o que possa ser, mas esta é uma das maiores besteiras que eu já li na minha vida. Realmente o União é hoje controlado por um banco suiço que tem como sócios empresários russos e que é dono de outros quatro times, mas não o Spartak Moscow, que é um clube grande; todos os clubes desta empresa são pequenos.

E o nome deste banco é UB Corporation, coincidentemente as mesmas iniciais de União Barbarense. Então quem vai comprar o Servette, se é que vai comprar é a mesma empresa que comanda o União, e não é o União que vai comprar um time. Quem nos dera ter alguns milhões de dólares sobrando! Além disto, é juridicamente impossível o União comprar uma equipe, pois ele não foi transformado numa empresa e sim foi constituída uma empresa no Brasil para cuidar destes interesses, sendo que o clube não é sócio desta empresa.

Engraçado ler isto. E absurdo perceber como as notícias correm, sem que ninguém resolva parar para analisar os fatos. Li esta reportagem em uns cinco jornais e cada uma inventa uma coisinha diferente.

Agora, esta da máfia russa foi engraçada. Daqui a pouco SBO vai virar o QG russo para a dominação da América Latina e os EUA vão jogar uma bomba atômica na cidade.

Alguém entende francês para traduzir as reportagens para mim?!

http://www.tdg.ch/accueil/dossiers/titre_dossier/article/index.php?
Page_ID=5340&article_ID=21470


http://www.tdg.ch/accueil/dossiers/titre_dossier/article/index.php?Page_ID=5340&article_ID=21439

por Hiran Eduardo Murbach * 3:00 PM

E agora você tem opções!


Este texto não é meu... é aquele que eu disse no post abaixo

Alguns fatos nos fazem pensar (mais do que devíamos) no futuro.

Somos um bando de amigos, mesmo cada um trabalhando em cidades diferentes, até certo ponto um tanto unidos.

Sonhos de adolescência um tanto incomum para a época: casar sim, mas não cedo, com pessoas que fossem como nós, que gostassem de se aventurar, e o principal: que não tivessem 'ciúmes' dos amigos. Esse era um ponto crucial. A maioria gostava de sair sem rumo, sem preocupação com horários (e ainda o são...), mesmo não tendo condições financeiras para tanto. Quem sabe do que estou falando, se lembra de quantas vezes saíamos com apenas R$ 5,00 no bolso, pra passar a noite tomando uma cerveja. Quando muito, quando alguém conseguia R$ 10,00, era motivo de alegria, pois comprava-se um lanche e um refrigerante.

O tempo foi passando, fomos envelhecendo, e as idéias não foram mudando. Quer dizer, até um certo momento da vida...

O ser humano tem medo da solidão, ou da possibilidade de viver em solidão. Alguns vivem solitários por se acharem melhor que o mundo, outros, por acharem que não são tão bons para ele... Mas no fundo, todos tem medo. Não digo medo de ficar sem alguém que lhes faça um agrado numa noite fria, mas de companheirismo, amizade, alguém para conversar nas horas difíceis, alguém que se lembre do seu aniversário, alguém que se importa com você, que te faça sentir especial. Eu tenho esse medo. De chegar na velhice e não ter uma alma viva para conversar.

Onde quero chegar com tudo isso?

Não quero citar nomes, nem sou eu pre julgar ninguém, mas o tempo foi convicto: muitos de nossos amigos perderam seus sonhos... Amedrontaram-se diante do futuro incerto. Quantas vezes você, que está lendo esse texto, não se deparou com amigos, ou amigas, que reclamam de seus relacionamentos, que vivem junto por comodidade (ou medo da solidão), que estão com a pessoa mas pensam em outra? Quantas vezes isso não aconteceu com vocês mesmos?

Esse é meu desabafo...

Muitos amigos reclamando de infelicidades, muitos com sonhos perdidos por causa do medo...

E nisso, fico pensando se um dia encontrarei mesmo a felicidade :-)

Boa tarde a todos!


por Hiran Eduardo Murbach * 7:10 AM

E agora você tem opções!


[Quinta-feira, Janeiro 22, 2004]

Recebi um texto muito bom de um amigo, que pediu que eu publicasse aqui neste blog (ele tem a ilusão de que alguém vem aqui). Publicarei sim, com o maior prazer, mas não agora. Não me sinto confortável nem bem para falar sobre o tema do texto. Tenho que admitir que parte dele me tocou, apesar de tudo que estava na tela do computador já tinha sido discutido pessoalmente mais de uma vez, sempre em conversa carregadas de mágoa e decepção, mas com um fundo de esperança. Esperança esta que se esvai cada dia mais, lentamente, de maneira quase imperceptível, mas que, quando menos esperarmos, se foi por completo.

Muitas vezes você quer um ombro, e não tem. Você procura por este ombro, mas ele não está lá. Algumas coisas que li estes dias me tocaram, me pegaram de jeito, e este texto foi a gota d'água.

Mas eu ainda sonho. Sonho porque eu acho que posso, apesar de todas as dificuldades. Sonho porque esta é a minha natureza. Sonho porque quando eu parar de sonhar eu desistirei, me entregarei e tudo se apagará, de uma vez por todas, desta vez sem possibilidade de volta.

Meu amigo, este recado é para você. Vamos sonhar! É difícil, mas vamos tentar. Ás vezes tudo o que precisamos é uma palavra de carinho. Você me conhece, melhor do que todo mundo que comenta neste blog, então sabe do que eu digo.

Mais tarde eu publico seu texto, e todos entenderão melhor do que eu digo.

Fugindo um pouco do assunto, mas sem fugir do sentimento discutido, eu gostaria de dizer para uma garota que eu conheci pessoalmente a pouco mais de um mês, que entrou na minha vida e bagunçou todos os meus dogmas, que ela me deu o maior presente de todos, a capacidade de sonhar, de sentir... e quando a vida imita a arte, nos seus mais profundos detalhe, o protagonista principal desta obra da vida agradece.

por Hiran Eduardo Murbach * 9:02 AM

E agora você tem opções!


1, 2, 3... o rio branco é freguês!!!

O União Barbarense levou a melhor sobre o Rio Branco em Americana na partida que marcou a estréia das equipes no Campeonato Paulista de 2004. Com um gol marcado no último minuto do encontro, o time de Santa Bárbara do Oeste venceu os anfitriões de virada por 2 a 1 e, na base da valentia, mostrou aos torcedores que pode fazer neste torneio muito mais que um mero papel de coadjuvante.
No primeiro tempo da partida, porém, os atacantes de ambas as equipes passaram em branco, não conseguindo tirar o zero do placar. Os donos da casa, no entanto, voltaram dispostos a conquistar a primeira vitória logo na estréia e chegaram ao primeiro gol aos 12 minutos da etapa complementar, através de Thiago Ribeiro.

A União Barbarense, por sua vez, não se assustou com o gol e, três minutos depois, conseguiu chegar à igualdade, com João Marcelo: 1 a 1.

As equipes já se contentavam com o resultado da partida quando os visitantes conseguiram um pênalti em cima da hora: aos 44 minutos da etapa final. Como oportunidades como esta não se costuma rejeitar, Fernando partiu para a cobrança e decretou a vitória da Barbarense em sua partida de estréia no Paulistão: 2 a 1.



por Hiran Eduardo Murbach * 8:00 AM

E agora você tem opções!


[Quarta-feira, Janeiro 21, 2004]

Hoje começa mais um Paulistão, disparado o campeonato estadual mais importante do Brasil, mas fadado ao fracasso. Os times do interior estão quebrados e os únicos que tem algum dinheiro (e mesmo assim não é muito) são aqueles que se associaram à empresas, bancos ou empresários. Não esperem grandes jogadores nestes times, no máximo algumas peças de museu que se esqueceram de aposentar que se arrastam pelo interior, destruindo seus passados em troca de alguns tostões.

Além disto, existe a imbecil idéia de se colocar o ingresso a R$ 20,00. Eu lembro que quando era R$ 6,00 o ingresso não ia ninguém aos estádios, imagine agora?! Tudo isto faz parte de um projetu ultra-secreto para destruir o Paulistão, o último campeonato regional que restou, e estabelecerem um campeonato nacional que pegue o ano todo.

Para dizer a verdade, eu até torço para isto! Tomara que isto ocorra e todos os clubes do interior unam-se em uma liga, com grupos regionais, onde os vencedores disputariam o título estadual. E tudo isto sem os grandes.

Estou pouco me importanto em ver Palmeiras, São Paulo, Corinthians, jogando contra o União. Quando jogamos somos desprezados pelas tvs, achincalhados por idiotas da imprensa esportiva paulistana, que só sabem olhar para o próprio umbigo (e bolso), ignorados por todos. Eu veria muito mais graça, e atrairia muito mais gente aos estádios, um campeonato valendo alguma coisa, jogando contra Rio Branco, XV de Piracicaba, Inter de Limeira, União São João, Capivariano, entre outros.

Tragam o futebol de volta ao interior, mas não matem o futebol do interior. Se isto acontecer, estaremos em pouquíssimo tempo matando o futebol paulista.

Ou você realmente acha que as revelações surgem direto dos clubes da capital?!

por Hiran Eduardo Murbach * 1:55 PM

E agora você tem opções!


[Segunda-feira, Janeiro 19, 2004]

O que nos faz diferentes é aquilo que nos torna iguais. De que adianta proclamar diferenças ao léu, quando na verdade o que buscamos é tão somente o conforto da igualdade? O encontro de pessoas que passem as mãos em nossa cabeça, despejem palavras de conforto e que digam exatamente aquilo que queremos ouvir? Palavras despejadas por uma metralhadora giratória, mas com a precisão de um fuzil de mira laser, atingindo o ponto que queremos. Atacamos o nosso inimigo com elas e recebemos em troca uma saraivada de tiros benignos em nosso ego, atingindo pontos vitais e nos tornando ¿pessoas melhores¿. E é exatamente isto que queremos, a busca da realização por meio de outras pessoas. Não basta estarmos satisfeitos conosco mesmo, necessitamos das palavras doces de outrem, tão estranhos, diferentes e exóticos como nós, mas estes sim que nos entendem, que não nos julgam, que nos acolhem, nos abraçam, enxugam nossas falsas lágrimas e nos arrancam um sorriso falso do rosto. E isto não nos causa gratidão, ao sermos abraçados não pensamos ¿muito obrigado¿ e sim ¿como você demorou¿ e ¿não fez mais que a sua obrigação¿. E se não somos abraçados por uma multidão, não nos sentimos satisfeitos. Para falar a verdade, nunca nos sentimos satisfeitos, pois somos verdadeiros parasitas emocionais, necessitamos de auto-afirmação, de conforto, de carinho, mesmo que de uma maneira hipócrita e mecânica. Não nos ouvem, não nos consideram, não nos entendem, mas nos aconselham e dão palavras de carinho com a mesma atenção e consternação que se têm com uma criança que pede alguns trocados no farol: nenhuma! Dar uma moeda é um ato automático e a tristeza dura até que o sinal abra e o carro acelera. Mas mesmo assim é disto que precisamos, desabafar ao vento e receber do mesmo vento outras palavras desconexas e vazias. O que nos difere dos outros não é nada, pois não existem outros. A individualidade é algo que não queremos, pois não compensa, nos agride e nos faz sofrer. Palavras apenas são escritas aleatoriamente, como se nosso cérebro tivesse um piloto automático, que ao ser ligado, desativa qualquer outra função cerebral e desaba a escrever e escrever e escrever e escrever... não lemos uma palavra do que colocamos e não nos interessa ler, pois não iremos entender nada disto. Mas e quem disse que queremos entender? Entender é primário, primata, primitivo. Muito mais interessante é não entender para não precisarmos explicar. E não precisamos ser entendidos, porque somos estranhos, não somos como os outros. Os outros precisam ser compreendidos, nós só precisamos ser amados. Mesmo que seja um amor de mentira e dure apenas alguns nanossegundos, mas é amor. Amor não precisa ser real, apenas aparente, não é importante nos amar de verdade e sim demonstrar que nos ama. Assim, poderemos bater no peito e bradar que somos amados. E, melhor ainda, somos diferentes mas somos amados. Besteira, só um grande número de baboseiras. É um mundo de falsidade, um castelo construído de palavras bonitas e frases de efeito, mas que sem nenhum alicerce. E lá vivemos, na torre mais alta, isolados das intempéries do mundo e sentado na falsa glória, esperando apenas que alguém pegue uma borracha e apague as palavras. Daí a queda é grande, chocaremos no asfalto e nos tornaremos apenas uma vaga lembrança na memória de pessoas que nos conheceram, mas para quem não significamos nada!

por Hiran Eduardo Murbach * 11:15 PM

E agora você tem opções!


Alguém sabe o que duas meninas japonesas que nunca vieram para o Brasil podem fazer em um sábado em São Paulo?! Sugestões, por favor...

por Hiran Eduardo Murbach * 2:23 PM

E agora você tem opções!


É bem mais fácil aumentar a sua coleção de CD´s passeando pela Paulista. Encontrar o solo do Joey Ramone por R$ 9,90 e o ao vivo (e duplo) do Television por R$ 6,00 são coisinhas super agradáveis que não se encontra no interior.

por Hiran Eduardo Murbach * 12:55 PM

E agora você tem opções!


Ingresso para o Paulistão 2004 a R$ 20,00 é uma piada de extremo mau gosto!!!

por Hiran Eduardo Murbach * 12:40 PM

E agora você tem opções!


[Sexta-feira, Janeiro 16, 2004]

O calor derrete o meu cérebro e faz com que ele escorra pelos ouvidos e pelo nariz. Por causa disto eu não consigo pensar nada, escrever nada de legal, bolar nada de interessante.

Portanto, enquanto esta crise de calor extremo e desconfortável não passar, este blog só vai ter posts curtos, imbecis e sem nexo.

Desculpae pessoal, é culpa do calor... eu tenho que por a culpa do meu fracasso em alguma coisa... é normal!!

por Hiran Eduardo Murbach * 12:31 AM

E agora você tem opções!


[Quinta-feira, Janeiro 15, 2004]

...porque eu escolhi nascer bem nesta sauna?! Alguém liga o ar condicionado do mundo, por favor!!!

por Hiran Eduardo Murbach * 12:29 PM

E agora você tem opções!


[Terça-feira, Janeiro 13, 2004]

Começou de súbito
A festa estava mesmo ótima
Ela procurava um príncipe
Ele procurava a próxima

Ele reparou nos óculos
Ela reparou nas vírgulas
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo

Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego
Tímidos, transaram trôpegos
E ávidos gozaram rápido

Ele procurava álibis
Ela flutuava lépida
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida

O medo redigiu-se ínfimo
E ele percebeu a dádiva
Declarou-se dela o súdito
Desenhou-se a história trágica

Ele enfim dormiu apático
Na noite segredosa e cálida
Ela despertou-se tímida
Feita do desejo a vítima

Fugiu dali tão rápido
Caminhando passos tétricos
Amor em sua mente épico
Transformado em jogo cínico

Para ele uma transa típica
O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando clínico
Da triste solidão a rúbrica


Música foda...
Letra foda...
Banda que eu achava uma droga, mas que tá foda, foda, foda!!!

por Hiran Eduardo Murbach * 11:20 PM

E agora você tem opções!


Vontade de mandar todo mundo se fuder!!!

Pensando bem, melhor não...

por Hiran Eduardo Murbach * 2:39 PM

E agora você tem opções!


[Domingo, Janeiro 11, 2004]

Muitas vezes eu já li, ouvi e vi discussões sobre novos livros e escritores surgidos hoje em dia, que na verdade prestam um desserviço à literatura, e outras baboseiras do estilo. Falam isto de Harry Potter, de outros livros surgidos neste estilo, principalmente para criança.

Eu acho isto uma grande besteira! Livro é feito para diversão e eu não concordo que livro bom é livro truncado, com palavras difíceis e com uma história vaga e confusa. Livro bom é aquele que faz o leitor entrar no universo relatado na história, empolgar com tudo o que é escrito, se envolver, sofrer, torcer e, quando o livro acabar, ficar triste porque não tem mais o que ler.

Neste ponto, a capacidade de envolver o leitor não está ligada ao fato de usar palavras difíceis, construções complexas ou o português mais-do-que-correto. Está sim na capacidade de construir um enredo sólido e que faça com que aquele que leia se torne parte daquilo tudo.

Só que neste conceito de literatura popular e mais vendidos, obviamente que eu não incluo a tonelada de livros de auto ajuda e semelhantes que são despejados no mercado a cada mês e que estão sempre no topo dos mais vendidos.

Isto, na minha modesta opinião, não é literatura! É apenas uma maneira de tentar ganhar dinheiro fácil. Dizer que este tipo de livro faz bem para as pessoas, que faz com que elas despertem coisas boas, é uma grande besteira. Não estou dizendo que tudo que está escrito neles é mentira, pois tem muita coisa boa sim, mas não é novidade para ninguém!

Duvido que, ao ler um destes livros, você tenha coragem de dizer que são informações novas que lá estão presentes. Tudo que está escrito são coisas manjadas, que já enjoamos de ouvir de outras pessoas, principalmente dos mais velhos. Então, porque nós não levamos a serio o que as pessoas que conhecemos nos dizem e vamos obedecer o que um cara que nunca vimos na vida escreveu?

Nunca consegui ler um livro destes inteiros, por mais que os meus pais insistam e minha irmã tenha alguns em casa. Para mim, é maçante, redundante e, se um livro tiver que mudar a minha vida, não vai ser por meio de imposições, e sim por outras formar, como uma mensagem escondida num romance ou algo assim.

E, se estes livros funcionassem para alguma coisa, levando a consideração a quantidade deles que são lidos e vendido, o mundo seria um lugar muito melhor para se viver, não este caos em que nos encontramos.

Finalizando, apenas uma perguntinha: Porque que pessoas que lêem ao menos um pouco e que fazem isto por prazer não conseguem digerir estes livros de auto ajuda?


por Hiran Eduardo Murbach * 7:22 PM

E agora você tem opções!


[Sexta-feira, Janeiro 09, 2004]

Você já sentiu uma queimação tão forte e uma puta dor no estômago e no peito tão fortes que você tem até que se dobrar de tanta dor?!

Pois é, é assim que eu tô me sentindo agora.... aceito qualquer tipo de sugestões, remédios, mandingas, simpatias pra melhorar isto.

por Hiran Eduardo Murbach * 3:29 PM

E agora você tem opções!


[Quinta-feira, Janeiro 08, 2004]

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por Hiran Eduardo Murbach * 11:06 PM

E agora você tem opções!


[Terça-feira, Janeiro 06, 2004]

Apesar de gostar muito de Los Hermanos, eu nunca tinha ouvido o primeiro álbum com carinho, até por resquícios do efeito 'Anna Julia'. Mas este final de semana eu achei o álbum em promoção e resolvi compra-lo. E não é que eu gostei?!

Mais pesado que os outros, mas já com ótimas letras. E a que eu mais gostei foi Tenha Dó, com uma maneira diferente de falar sobre dor de corno!!! É ali que está a diferença entre a banda e aquele bando de sertanejo e outros da mesma raça, que escrevem sobre o mesmo tema, mas de forma muito diferente!

Não vou mais te perdoar, Você foi longe demais
Meu amor, não sou tão só assim

Não consigo entender me trocar por outro alguém
Traição já é demais, então você me diz

Que me ama, que sem mim você não vive
Que foi apenas um deslize, que você preza pelo meu amor

Tenha dó, não mereces o afago nem de Deus nem do Diabo
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti

A saudade vai bater mas o meu amor se vai
Tempo voa e quando vê já foi

Não me fale de nós dois, não preciso mais saber
Indo embora, deixo-te um adeus ao vir dizer

Que me ama, que sem mim você não vive
Que foi apenas um deslize, que você preza pelo meu amor

Tenha dó, não mereces o afago nem de Deus nem do Diabo
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti...



por Hiran Eduardo Murbach * 11:05 PM

E agora você tem opções!


Finalmente, o blog secreto dos Indies voltou a funcionar... Vamos lá, as férias terminaram, vamos postar e comentar novamente!!!

por Hiran Eduardo Murbach * 11:17 AM

E agora você tem opções!


[Segunda-feira, Janeiro 05, 2004]

Perguntas que não querem calar:

- Por que a Mary Jo chutou o Roger para fora da cama?
- Por que a Kilt sempre se perde e nunca sabe para onde ela está indo?

por Hiran Eduardo Murbach * 12:48 AM

E agora você tem opções!


[Domingo, Janeiro 04, 2004]

Começo de ano, hora das retrospectivas. É uma parte maçante mas necessária do ano e por isso mesmo eu não vou me esquivar de faze-la. Obviamente que eu vou esquecer de muita coisa, até porque o ano é longo e a minha memória é fraca, mas espero lembrar da maioria e não magoar ninguém.

Início do ano vendo a vida do alto de uma caixa d¿água com pessoas queridas / férias em Brasília, que me fizeram assustar com o casamento / horas de caminhada que me fizeram refletir na vida e tomar a decisão mais importante da minha vida até agora / fechando as portas do escritório e abandonando a vida jurídica / último ensaio frustrado com uma banda e a decisão de acaba-la / malas, breves despedidas, grandes expectativas / neve, cerveja e experiências únicas / novos amigos / Idlewild, Ian McCullock, RHCP, QOTSA, Our Lady Peace, Barenaked Ladies, Avril Lavigne, Wilco, Sheryl Crow, Poison, Skid Row, Vince Neil, Rus, Rolling Stones, AC/DC / início de um projeto de uma vida, eternamente adiado até agora / despedidas para sempre, saudades e lembranças / laços de amizade fortalecidos, novos criados, algumas decepções / novas resoluções / Coldplay e o início de muita coisa / baladas paulistanas / happy hours a dois (sem viadices) / amizade que o tempo e a distância não desfaz / novas amizades que me surpreendem pela profundidade e afinidade / uma difícil mas doce decisão que me deu uma nova maneira de encarar a vida / fim do ano debaixo de chuva, mas com outras pessoas queridas, de uma forma que eu espero que 2004 termine, tão bom quanto foi 2003. E se algumas superstições de ano novo funcionarem, com certeza vai ser sim!

por Hiran Eduardo Murbach * 8:14 PM

E agora você tem opções!