27 anos
Santa Bárbara d'Oeste
Rock 'n' Roll
Literatura
Futebol
.:André Takeda
.:Angélica Bito
.:Anny Shoegazer
.:Carol
.:Du Azevedo
.:Fábio Mendes
.:Fábio Mendes 2
.:Felippe Toloi
.:Fernando RC
.:Luciana C.
.:Mary Jo.
.:Paulo F.
.:Randall Neto
.:Renato
.:Ricardo Machado
.:Rodrigo
.:Ti Cohen
.:Arquivo
[Quarta-feira, Março 31, 2004]
Realmente, meu humor não anda dos melhores. Esse é o quarto post seguido que eu falo sobre coisas que eu não gosto, que me irritam, que me incomodam. Só que hoje eu estava pensando nisso e cheguei a duas conclusões:
1. Existem pessoas ou situações que me irritam por si só, pelo simples fato de existirem. E quando essas pessoas me ligam ou me procuram, quase que diariamente, cobrando, enchando, irritando, pedindo, contando histórias ou tudo ao mesmo tempo, meu nível de intolerância chega próximo daquela barrinha vermelha que, ultrapassada, geraria um versão tupiniquim e caipira do Michael Douglas em Um Dia de Fúria. Eu nunca cheguei nesse estado, mas já quebrei coisas e quase quebrei o pé quando era mais novo e não me controlava tanto. Então, aprendi a me controlar, nunca mais quebrei nada, mas ganhei uma hérnia de hiato, um esofagite grave, gastrite e mais uma coisa no duodeno que eu tava grogue demais quando o médico me contou o que era.
2. 80% dos ítens acima são estimulados ou gerados por alguma coisa que envolva pelo menos um (mas geralmente mais de um) dos seguintes itens: a. direito; b. documentação legal; c. prefeitura; d. cetesb; e.burocracia administrativa. Eu vario entre pesadelos e fortes crises de estômago toda vez que ao menos uma dessas coisas surge na minha frente!
Por isso que eu continuo afirmando: eu devia ter feito arquitetura!!!
por Hiran Eduardo Murbach * 4:19 PM
E agora você tem opções!
Ainda na série odeio muito tudo isso, ocupa lugar especial aquelas musiquinhas irritantes de PABX, ainda mais quando você é obrigado a esperar por minutos até ser atendido. Deveria haver pena de morte para quem fizesse isso, ou então trancar numa sala tocando essas coisas por um ano ininterruptamente.
por Hiran Eduardo Murbach * 4:06 PM
E agora você tem opções!
Não estou no clima para coisas fofinhas, como devem ter percebido, mas parece que eu as atraio! Ontem a noite, olhando alguns fotologs eu vi uma coisa que eu não consegui acreditar: era um fotolog chamado Casal Apaixonado (!!) feito por um carinha e uma menina de 15 e 14 anos respectivamente (!!!) apenas para tornar público o amor deles (!!!!), só com foto de ambos (!!!!!) e, ainda por cima, assinaram Gold Camera (!!!!!!!!!!!!!!!!!).
Nada contra o amor! E também eu não sou uma pessoa amarga e solitária, tenho uma namorada maravilhosa e estou muito bem. Só que eu tenho 27 anos, já vivi muita coisa, praticamente o dobro do tempo que eles, então eu já tenho base para poder discernir as coisas, saber o que é gostar ou não de alguém, ter base para saber o que é verdadeiro ou fogo de palha. Agora, desde quando moleques de 14, 15 anos conseguem isso?!
Além disso, eu nunca paguei, nem nunca vou pagar um mico desse tamanho!!! Demonstrar o amor é bonito mas, o limite entre o romântico e o apelativo é muito estreito e perigoso, tendo que tomar muito cuidado para não cair no brega, exagerado e até desagradável.
Curiosos para conhecer? Clique aqui!
por Hiran Eduardo Murbach * 10:09 AM
E agora você tem opções!
[Segunda-feira, Março 29, 2004]
Quando eu acordo, normalmente meu humor não é dos melhores. Se é segunda-feira e eu tenho que acordar bem cedo, são ingredientes que apenas aumentam esse estado. Mas isso tudo bem, a gente aguenta porque está acostumado e por saber que isso é parte do destino de cada um.
Agora, o que eu não consigo aguentar, seja segunda-feira de manhã ou qualquer outro dia e horário, é gente extremamente fofinha, docinha, que parece de porcelana, que se dói de tudo, fala de maneira chorosa e adora usar adjetivos terminados em 'inho' ou 'inha'. Gente que se ofende fácil, que você não pode dizer nada que já fica com cara de choro e que fica alegrinha e feliz com coisas estúpidas.
E quer ver piorar isso é gente que age dessa maneira com animais, principalmente com cachorros. Quer me ver irritado é eu ouvir coisas como contar do 'cachorrinho', mostrar fotos dele, chamar pelo nome de gente ou de 'filhinho', 'nenê', 'fofinho' ou outros semelhantes, ficar quase morrendo porque o bicho tá 'dodói', contar para todo mundo coisas estúpidas que aquele pequeno animal quadrúpede fez e muitas outras.
É, deu para perceber que eu não gosto de cachorros, não?! Menos ainda do que eu gosto de gente de porcelana.
por Hiran Eduardo Murbach * 2:44 PM
E agora você tem opções!
[Domingo, Março 28, 2004]
Eu vi esse banner no blog da Anny e curti. Resolvi copiar aqui e sei que ela vai gostar (eu espero... *rs*)

por Hiran Eduardo Murbach * 8:14 PM
E agora você tem opções!
[Quinta-feira, Março 25, 2004]
Perguntinha: Qual a melhor música dos Los Hermanos?!
Páreo duro, eu fico entre Todo Carnaval Tem Seu Fim, A Flor e Tenha Dó, mas hoje eu fico com a segunda, apesar da primeira ter realmente me despertado para eles...
por Hiran Eduardo Murbach * 10:41 PM
E agora você tem opções!
so go out and
make strong your stance
you were the best of them
just breathe out and in
hold me again
cause then you're off to them
like the rest of them
you're gone
and i'll wait
i'm fine here i could wait
i'll wait till you get here
just be the star
i have always known you were
perfect sound
you're perfectly clear
from here
i'm falling down
my wings don't work the way
that yours do
i know
just turn
and walk along
till you get home
i'll meet you at home
por Hiran Eduardo Murbach * 10:24 PM
E agora você tem opções!
[Quarta-feira, Março 24, 2004]
Até onde uma paranóia pode nos fazer ver coisas que aparentemente não existem?! Falo isso porque quando terminei de ler o livro Malu de Bicicleta, do Marcelo Rubens Paiva. Não que eu tenha achado um ótimo livro, certas partes achei desnecessariamente chulo, além do protagonista ser caricato demais, no intuito de mostrar o quanto ele era galinha. Mas tudo isso não tira alguns méritos dele, e o maior de todos foi me fazer pensar um coisinha, que é exatamente a pergunta que fiz acima.
Não tenho interesse nem vou contar aqui o livro, muito menos o seu final, mas achei interessante refletir sobre esse tema. Primeiro, o que leva uma pessoa a ter uma paranoia em um relacionamento?! Insegurança?! Sensação de culpa?! Falta de confiança na outra pessoa?! Acho que talvez seja um pouco de cada, ou apenas uma mesmo, mas é necessário alguma coisa para dar início a esse sentimento. No livro em questão, já nas primeira páginas, o que fica claro é que ele começa a desconfiar de certas atitudes dela. Mas, a que ponto atitudes que seriam consideradas normais passam a ser vistas de uma ótica diferente?! O que é necessário para tanto?! Creio que isso a última pessoa que pode responder seria aquela que sente.
Outro ponto, consequência disso, é quanto uma paranóia desse tipo pode nos cegar e deturpar os fatos. Coisas corriqueiras passam a ser vistas como uma afronta e, qualquer atitude, gesto ou palavra esconde algo, uma vida secreta aos nossos olhos, onde somos as vítimas e, nossos companheiros, os vilões, traidores. E isso só tende a aumentar, e aumentar, e aumentar... e essa paranóia convertida em ciúmes nos leva a agir de maneira cega, burra, destruindo algo que não precisaria ser destruido, que na verdade está tudo bem, mas que nós mesmos estragamos.
E, quando descobrimos que a culpa é nossa, na maioria das vezes já é tarde...
por Hiran Eduardo Murbach * 10:28 PM
E agora você tem opções!
[Terça-feira, Março 23, 2004]
Algum tempo atrás, acho que mais de um ano, não me lembro direito, o Bacchin falou sobre amizade de fotografia, que seriam aqueles amigos que você teve mas, que por algum motivo, foi desaparecendo até se tornar apenas uma foto empoeirada, num porta retratos escondido numa estante. Naquele momento eu contestei ele, não concordando com essa teoria, por achá-la radical e extrema demais.
No entanto, parece que ultimamente o mundo resolveu me contrariar, fazendo com que quase tudo que eu não acreditava começasse a se tornar verdade, ao menos para mim e, esse caso não foi uma exceção. Hoje eu acredito que ele estava certo, e que ainda está. Meus amigos de infância e adolescência estão fadados a se tornar, em sua grande parte, parte integrante de um passado, em que um dia eu olharei uma foto e, reconhecerei lá pessoas que um dia foram parte integrantes e ativas da minha vida, mas que num futuro talvez eu tenha que me esforçar para me lembrar seus nomes.
Dizem que amigos se têem poucos, apesar de termos muitos colegas. Por um tempo eu acreditei ter muitos amigos mas, amigos de verdade não têm esse título porque nós o damos, e sim porque o tempo o dá. Alguns a distância nos afastou, mas a tecnologia nos mantém e contato (santa internet), outros a distância apenas serviu para apressar algo inevitável. Porém, para muitos, nem houve a necessidade da distância, pois o mundo em si serviu para esse propósito. Pequenas coisas, compromissos, empregos, namoradas, tudo isso serve de desculpa para se afastar de uma vida que foi vivida, mas que hoje parece irrelevante e desnecessária.
Certa vez, eu e o Bacchin brincamos que iriamos fazer uma festa de despedida de solteiro para algum amigo nosso que porventura viesse a casar. Assim, compraríamos bebidas, alugaríamos um salão, prepararíamos toda a estrutura para acomodar todo mundo e para termos um período de diversão. Mas ninguém viria! Então, algumas horas depois, estaríamos apenas nós dois, sentados numa mesa, bebendo e brindando não-se-sabe-o-que.
É uma bricadeira, mas que se torna cada dia mais real. Pena!
por Hiran Eduardo Murbach * 7:54 AM
E agora você tem opções!
[Domingo, Março 21, 2004]
Um fim de semana, mais de quatro horas na frente da TV, 12 episódios e assisti toda a primeira temporada do Sex in the City Nunca tinha visto nada, mas a curiosidade foi maior e resolvi aproveitar o tempo ocioso para conhecer a série. Gostei do que vi, assistirei o resto e tirei algumas conclusões:
- é melhor que eu imaginava
- não é extremamente feminista como eu também imaginava
- mulheres são assim mesmo?! Medo delas...
- eu não namoraria, muito menos casaria, com uma daquelas
- a Sarah Jessica Parker além de feia se veste muito mal! Como ela pode sair com tanta gente?!
por Hiran Eduardo Murbach * 11:53 PM
E agora você tem opções!
[Sexta-feira, Março 19, 2004]
Depois que eu digo que tem certas coisas que só acontecem aqui ninguém acredita. Cerca de quinze dias atrás alguém cortou o cabo telefônico entre dois postes do distrito industrial, deixando a gente sem telefones por um dia inteiro. Com isso, o telefone que já era ruim, precisou ser revisado, passaram acertando os cabos, as centrais, essas coisas que eu não entendo como acontece. Mas hoje, depois de dois dias com a linha oscilando diretamente tiveram que revisar a central, que fica pendurado em um poste em algum lugar que eu não sei onde. Só que, também não sei como, ao tentarem arrumar isso, ticeram a capacidade de derrubar essa central no esgoto!
Resultado?! O dia todo sem telefone e estavam esperando a boa vontade do departamento de água e esgoto para tentar recuperar a central. Bizarro!
por Hiran Eduardo Murbach * 11:03 PM
E agora você tem opções!
[Quinta-feira, Março 18, 2004]
Eu sei que já li muitas críticas sobre quem diz que gosta 'de tudo' em se tratando de música e eu não me considero uma pessoa assim, apesar de de as vezes eu misturar as coisas. E hoje eu acho que exagerei, pois fui na locadora e locei coisas tão díspares como Pantera, Velhas Virgens, Fastball, Robbie Williams e um tributo ao Secos e Molhados.
É, eu mereço... as pedras, por favor.
por Hiran Eduardo Murbach * 7:10 PM
E agora você tem opções!
I don't care about the color of your hair
I don't care about your job
I don't care about where do you live
I don't care about how long I'll be without see you
I don't care about the road, the rain, the fuel
I don't care about your fears
I just care about you
por Hiran Eduardo Murbach * 3:08 PM
E agora você tem opções!
stress, depressão & síndrome do pânico
Incrível como a cada dia a pressão é maior, os problemas são maiores, as cobranças são maiores.
Será que vale a pena tudo isso?!
É o preço que pagamos pela modernidade?!
por Hiran Eduardo Murbach * 2:56 PM
E agora você tem opções!
[Terça-feira, Março 16, 2004]
Dados Mágicos e Pânico na Chuva
É, era para eu ter escrito isso ontem, mas não deu tempo mesmo! Mas tudo bem, ainda dá tempo. Fim de semana em Pinda, que já está começando a substituir Sampa como minha segunda cidade (mas isso por pouco tempo, náo é Ká?!) com direito a barzinho em Taubaté. Taubaté já foi uma cidade que eu odiei, afinal, ir umas 28 vezes em oito meses para uma cidade, algumas semanas duas vezes seguidas, pegando quase três horas de pista para fazer uma audiência e depois voltar para casa, dirigindo no calor escaldante de terno, é pagar todos os pecados. Mas agora as coisas estão melhorando, pois isso foi há uns 3 anos atrás e sábado eu até passei em frente do Forum Trabalhista sem ter coceiras pelo corpo.
Contrariando o que disse minha cunhadinha MJ, o bar não era ruim. Era um bar, onde a música é um pano de fundo para conversas. Adoro lugares com banda e músicas agradáveis, mas tem horas que eu quero é um local mais silencioso, para poder conversar sem gritar, e era para isso que o bar de sábado se propunha. Além disso, após cada chopp pedido, você joga dois dados e, se adivinhar o resultado, ganha um outro chopp. Com isso, três jogadas e três acertos, três chopps grátis! Muita sorte mesmo...
Domingo, voltar para casa a noite, debaixo de muuuuuita chuva. Pode parecer ruim mas, se você for relaxado como eu, pode ser muito pior. Saindo de Pinda, observei que meu carro tinha pouco mais de um quarto de tanque, suficiente para esperar a chuva acalmar antes de parar para abastecer. Meus cálculos estariam perfeitos, a não ser pelo fato de que a Carvalho Pinto não tem nenhum posto e que a Dom Pedro, no trecho Vale-Campinas, também não tem nenhum por 89 quilometros (e é pior ainda quando a outra faixa tem seis postos no mesmo trajeto). Resultado: gasolina acabando, chuva, escuridão e nenhum posto! E pior, nenhuma cidade a volta! Foi então que, após diversos minutos com a luz da reserva acesa, descendo as ladeiras em ponto morto, eu vi uma placa escrito 'Atibaia' e algumas luzes. Arrisquei! E deu certo, o terceiro posto que vi estava aberto, abasteci e voltei para pista, mais aliviado. Eu quase entrei em pânico, pois estava me vendo sem gasolina, na chuva, naquela pista no meio do nada. Nunca mais eu relaxo e deixo pra abastecer 'no próximo posto'.
por Hiran Eduardo Murbach * 7:54 AM
E agora você tem opções!
[Segunda-feira, Março 15, 2004]
E QUE VENHA O PEIXE...
O União Barbarense começou a partida com um futebol consistente, mostrando que a classificação seria um mérito. Mas o gramado molhado e a tensão da partida, pois o Atlético ainda corria o risco de ser rebaixado, fizeram do início da partida um show de faltas violentas.
O time da casa começou abrindo o marcador, aos seis minutos com o atacante Chico Marcelo. O time empolgou e o argentino Fernando Benítez ampliou o marcador aos 24 minutos. O Atlético, que ainda corria risco de rebaixamento, reagiu com um gol do atacante Dinei, aos 32 minutos.
Depois disso o Galo evoluiu e criou mais chances, mas a primeira etapa terminou com o Leão em vantagem. Enquanto isso, no Pacaembu, o empate da Briosa favorecia o Leão da 13.
No segundo tempo os dois times se aquietaram na criação de jogadas, mas continuaram quebrando o pau. Três jogadores foram expulsos: Alemão e Douglas para Galo e Felipe para o Leão. Com um a menos em relação ao adversário, o Galo decidiu arriscar apenas nos contra-ataques, mesmo sabendo que isso poderia ser sua ruína. Os Galo sorocabano deve disputar o Campeonato Brasileiro da Série C no segundo semestre.
O desespero da torcida foi grande quando o placar anunciou o gol da Portuguesa Santista sobre o Corinthians. Mas a salvação, ou melhor a classificação, veio com a Portuguesa de Desportos. Perdendo para o América até aos 46 minutos do segundo tempo, Lucas cobrou um pênalti e igualou o marcador, decretando a eliminação do América. Em Santa Bárbara, onde a partida já havia terminado, os jogadores fizeram a festa.
por Hiran Eduardo Murbach * 7:45 AM
E agora você tem opções!
[Quarta-feira, Março 10, 2004]
No matter what you say
No matter what you do
No matter what I'm always right there behind you
por Hiran Eduardo Murbach * 10:29 PM
E agora você tem opções!
...e quem nunca sentiu insegurança na vida que atire a primeira pedra!
Insegurança existe em diversos níveis, de diversas maneiras, por diversas razões. E, se você analisar friamente, verá que, quase sempre, ela existe sem motivo algum. Geralmente ela surge como se fosse do nada, porém é incitada por algo mínimo, aparentemente irrelevante, mas que é suficiente para apertar um botãozinho que existe em nosso cérebro e ligar essas desagradáveis sensações, que nos trazem sentimentos ruins e nos levam a agir de maneira estúpida e a dizermos coisas que não gostariamos.
Por mais que lutemos contra, se nascemos com ela, morreremos com ela. Aprendemos a domá-la, a diminuí-la, até a contê-la algumas vezes, mas jamais conseguiremos destruí-la! Não adianta tentar...
Assim, a melhor coisa a fazer é aprender a conviver com ela, e tentar evitar que isso afete a sua vida!
por Hiran Eduardo Murbach * 7:39 PM
E agora você tem opções!
[Terça-feira, Março 09, 2004]
O que é uma banda de pop rock?! Antes de tudo eu não estou sendo preconceituoso usando esse termo pois, para mim, uma banda de pop rock é uma que faz um rock calmo, sem muitas distorções, com melodias assoviáveis, refrões fácilmente cantáveis e que, jamais, vai ser chamada de inovadora, inventiva ou a 'salvação do rock'. Além disso, seus integrantes jamais serão rock stars de primeira linha e nunca se envolvem em histórias de violência, drogas e sexo.
Vendo por esse lado, pode parecer que é o caminho mais fácil para uma banda seguir, criando canções simples e agradáveis, doces e pegajosas, e um grande sucesso está criando, mas nem sempre é assim. É uma linha tênue entre o agradável e o brega, podendo facilmente despencar no descartável, no infantil, no bobo.
Mas mesmo assim eu gosto muito de músicas assim. Podem não ter nada de novo, mas são extremamente audíveis e eu posso ouví-las por horas e horas sem enjoar. Podem não ser as músicas que eu daria um dedo para ter criado, mas com certeza fazem minha vida melhor e mais gostosa.
Grandes canções do pop rock:
Matchbox Twenty - Desease
Verve Pipe - Colorful
Remy Zero - Save Me
Goo Goo Dolls - Iris
Vertical Horizon - Best I Ever Had
Collective Soul - Shine
Teenage Funclube - Sparky's Dream
por Hiran Eduardo Murbach * 6:45 PM
E agora você tem opções!
Lendo o último post da Karina eu fiquei a pensar em quanto mudamos para nos adaptarmos profissionalmente ao mundo atual. Um mundo de sonhos e utopias, com o emprego perfeito que nos permite fazermos tudo aquilo que queremos, da maneira que desejamos, sem perdermos nossa personalidade e ainda por cima ganhando bem é privilégio de muito poucos, acho até que de uma parcela tão pequena que nem pode ser contabilizada estatisticamente.
Mudarmos a maneira de vestir, deixarmos de lado alguns acessórios, particularidades que nos fazem muito bem mas cujo mundo profissional (geralmente conservador) não se encontra preparado para aceitar. Eu mesmo já passei por problemas desses, tendo que trocar meu guarda-roupas por completo quando comecei a fazer estágio e percebi que sapatos, calças, camisas e gravatas eram indispensáveis mesmo para um ainda estágiário de um escritório de advocacia. Transmitia imponência, respeito, sobriedade.
Não que eu acredite que aparência vale muito, pois muita gente se esconde atrás de um terno para ser um filhadaputa perfeito, e muitas pessoas com aparência presumidademente perigosa são ótimas e confiáveis.
Já tive que abrir mão de algumas coisas, como cortar meu cabelo que com muito carinho cuidei e praticamente aposentar prematuramente meus brincos, já que não eram compatíveis com a minha profissão (e olha que eu trabalho muito com arquitetos e decoradores, pessoas normalmente cool), mas certas coisas eu ainda bati o pé, como as minhas cinco tatuagens, que geram brigas com meu pai toda vez que ele se lembra delas.
Pessoalmente, eu acho tudo isso uma grande besteira, mas infelizmente não podemos mudar o mundo. Isso me deixa triste mas, por outro lado, eu descobri que você mudar a sua aparência definitivamente não vai mudar a sua personalidade. Trabalhei por cinco anos em escritórios de advocacia, com pessoas extremamente sóbrias, e mesmo assim ainda tenho a gaveta cheia de camisetas pretas, de bandas e de personagens de desenhos ou gibis, ainda sento numa mesa de bar e falo besteiras, ainda vou a shows de rock e volto suado e cansado pra casa. Aparência é aquilo que as pessoas querem ver da gente, não que querem que a gente seja, pois na verdade eles estão pouco ligando para a nossa essência; se durante o horário de trabalho nos portarmos da maneira que eles esperam que nos portemos, basta!
E, para finalizar, eu não consigo é entender porque um cabelo vermelho pode ser considerado sinal de rebeldia e falta de profissionalismo!!! Um piercing eu até entendo, mas cabelo vermelho?!?! É a coisa mais linda que existe!!! Sacanagem...
por Hiran Eduardo Murbach * 8:03 AM
E agora você tem opções!
[Segunda-feira, Março 08, 2004]
Um final de semana no mínimo diferente! Para começar, qualquer final de semana onde se comemora uma idade nova é diferente, pois pessoas queridas lembram de você e te ligam e isso é muito gostoso. E quando passamos todo o tempo com uma pessoa adorável que nos faz sentir o mais feliz dos seres humanos, tudo isso fica imensurável!
Um churrasco que começou com muita chuva e que acabou sendo realizado com 8 (!!) pessoas até que foi muito bem, deixando claro que muitas vezes é mais importante a qualidade dos presentes que a quantidade. A noite sim que poderia ter sido melhor, pois uma noite chuvosa de sábado sendo passada na delegacia, acompanhando um plantão, não é muito agradável, ainda mais levando-se em consideração que eu nunca trabalhei com direito penal e que eu não supoto mais advogar. Mas, entre mortos e feridos salvaram-se todos, voltei pra casa umas dez da noite e pude ainda ter muitas conversinhas adoráveis.
Domingo, família, DVD novo da Sheryl Crow, absurdamente fantástico que termina com uma versão insana de Rock n Roll, com a Sheryl cantando descalça em cima de um piano de cauda. Como diz a música, muito... rock n roll!!!
Foi ótimo, mas a segunda chega, você deixa a pessoa que te faz bem na rodoviária e vem direto ao trabalho e é metralhado por péssimas notícias antes mesmo das nove da manhã. Isso me faz perceber que essa semana vai ser foda!!! Mas, é essa que vai ser a minha rotina de agora em diante (ou melhor, está sendo desde uns 10 dias atrás)...
por Hiran Eduardo Murbach * 11:35 AM
E agora você tem opções!
[Sexta-feira, Março 05, 2004]
Estávamos conversando hoje aqui na firma e chegamos a conclusão que, pelo menos em SBO, choveu toda sexta-feira desse ano de 2004! Não importa se é um pouco, se é bastante, se chove o dia inteiro ou se apenas durante uma parte do dia, mas choveu toda sexta-feira. Nada contra, geralmente, pois, a não ser quando eu estou em São Paulo, eu sempre saio de carro e ultimamente nem ando mais saindo em SBO e minhas saídas de sexta se limitavam a um happy hour com o Bacchin no General (se bem que nunca choveu nos horários que estávamos lá). Mas tinha que chover hoje?! Sacanagem...
Falando em sacanagem, eu acho que os promotores dos shows dos Los Hermanos não gostam de mim pois eu não consigo assistir nenhum show deles! Quando é marcado um em Sampa em um dia acessível, cai exatamente na véspera do meu aniversário e eu não posso ir. E, quando cai em um dia acessível e perto da minha cidade, o ingresso custa o absurdo de R$ 100,00!!! Agora, eu queria saber: por que os caras não podem fazer um show em Campinas, que tem um monte de lugares legais e com entradas aceitáveis?!
por Hiran Eduardo Murbach * 4:21 PM
E agora você tem opções!
[Quarta-feira, Março 03, 2004]
Esse blog mudou muito nesses quase dois anos. Só não mudou mais do que a minha vida. Passei por muitas fases que estão descritas aqui, desde que eu o hospedava no blogspot (que inclusive ainda está no ar, só esperando a Globo pisar na bola novamente para eu remigrar). Decepções, rompimentos, desilusões e angústias sempre andaram junto a alegrias, emoções e sonhos. Isso tudo aqui serviu muitas vezes como uma válvula de escape anônima, trouxe-me diversos amigos, alguns virtuais e outros reais, mostrou-me diversas coisas e, relendo-o desde o início, pude perceber o quanto eu mudei.
E sim, hoje eu sou muito diferente daquela pessoa que começou a escrever aqui, que se escondia atrás de um nickname, que tinha medo de muitas coisas, que era extremamente insegura e confusa. Hoje eu já encontrei meu espaço em muitas coisas e em outras estou buscando com muito mais afinco e conseguindo vislumbrar um horizonte, consegui pegar grande parte dos meus medos e inseguranças e joguei fora, ao perceber que existiam sim muitas pessoas reais que pensavam como eu, que se escondiam por detrás de um template e que tinham os mesmos medos... e essas pessoas hoje eu chamo de amigos! E, foi graças a essas pessoas que eu encontrei alguém muito especial, que mexeu comigo de uma maneira única e me fez evoluir mais um pouco e deixar para trás a mais clara faceta daquele que escrevia este blog: o medo de se entregar, de confiar, de amar.
Exatamente por causa da soma de todas essas coisas, esse blog soava-me vazio há algum tempo: como escrever de inseguranças, medos, tristezas se eu já não mais as sinto?! Para que reclamar ao vazio, se eu sabia que não havia mais motivos para isso?! Sim... era assim que eu me sentia, por isso mesmo meio que abandonei esse blog.
Mas não era justo! Isso aqui foi parte importantíssima na minha vida e, eu juro que não conseguiria imaginara a minha vida hoje sem os desdobramentos que ela teve em função desse site! Por isso mesmo, resolvi mudar tudo, na tentativa de salvar esse amigo, que muito fez por mim e que agora merece ser ajudado.
A isso inclua-se também o fato de eu adorar escrever! E, ao ter como leitores algumas dos escritores de mais alto nível que já tive a oportunidade de conhecer, sinto-me compelido a ser cada vez melhor e melhor. E é isso que vou fazer cada vez mais aqui, escrever textos, contos, resenhas e poemas, coisa que não faço a anos e que adorava fazer.
Outra coisa é que jamais vou me esconder em um nickname. Não preciso disso, muita gente me conhece e, para os que não me conhecem, prazer, meu nome é Hiran, esse é meu blog e sintam-se a vontade para voltar sempre e comentar o que quiserem!
por Hiran Eduardo Murbach * 11:37 PM
E agora você tem opções!