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Santa Bárbara d'Oeste
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[Terça-feira, Agosto 24, 2004]
Solto o desafio do Felippe, aqui vai não uma, mas DUAS lista de 11 craques que vestiram a camisa do Verdão. E para ser bonzinho eu vou colocar apenas aqueles que eu vi jogar, e sem ter que apelar para jogadores do nível de Basílio e Marcelinho Carioca.
1-Marcos
2-Cafu
3-Antonio Carlos
4-Cléber
6-Roberto Carlos
5-César Sampaio
8-Rivaldo
10-Edilson
7-Edmundo
9-Evair
11-Zinho
1-Gato Fernandes
2-Diogo
3-Alexandre Rosa
4-Alexandre
6-Denys
5-Lozano
8-Macula
10-Ribamar
7-Bizú
9-Buião
11-Marco Ozio
por Hiran Eduardo Murbach * 11:29 PM
E agora você tem opções!
E finalmente a caixa de pandora foi aberta. E muitas coisas saíram de dentro dela. E algumas coisas me assustaram, outras me surpreenderam, outras me fizeram rememorar eras passadas. Devo admitir que foi uma experiência interessante.
Anos de minha vida guardadas em caixas, bolsas velhas ou grandes sacos de lixo pretos, recheados das minhas melhores e piores memórias, fatos que eu adoraria voltar atrás e revivê-los, fatos que eu não fazia muita questão de lembrar.
Meus primeiros livros, que me iniciaram no mundo literário. Minha coleção de livros do Sítio do Pica Pau Amarelo e da Coleção Vaga Lume. Para os mais jovens isso pode não significar nada, mas a minha geração foi praticamente toda ela criada com base nessa coleção da Editora Ática. Quem nunca leu o Mistério do Cinco Estrelas, O Caso da Borboleta Atíria, o Escaravelho do Diabo entre outros? Literatura gostosa, que fluía bem, que me fez ter vontade de um dia reler todos aqueles pequenos volumes com a cara da minha infância. Já os livros do Monteiro Lobato não há nada para dizer! Eu já presenciei muitas discussões sobre o melhor escritor brasileiro, se Machado de Assis, se José Alencar, se Guimarães Rosa ou se Jorge Amado, mas na minha humilde opinião é esse escritor do Vale do Paraíba, que criou a maior e mais fantástica saga de livros da história mundial. Eu adoro Senhor dos Anéis, mas nada no mundo me empolgou mais do que ler Os Doze Trabalhos de Hércules quando eu tinha cerca de 12 anos. E quem disse que história é chata nunca leu Monteiro Lobato.
Uma sacola de supermercado antiga, com um uniforme cáqui, um lenço vermelho e um poncho. Lembranças do meu período de Escoteiro, mais precisamente numa segunda fase, que durou dos 19 aos 22 anos, onde aprendi muita coisa, rebelei-me contra outras, mas que me deu, além de muitas ótimas memórias, alguns dos melhores amigos que já fiz. Apenas por isso, isso seria suficiente para estar numa lista das melhores coisas que me aconteceram, mas é um pouco mais que isso, é uma coisa que, apesar de seus defeitos e de eu não concordar com algumas normas impostas, fez-me muito bem.
Caixas lacradas. Dentro delas alguns livros, umas revistas e papéis. Livros bonitos, quase todos importados, apesar de eu saber que naquelas caixas deveria haver o dobro deles, só que foram perdidos com o tempo, emprestados e nunca mais devolvidos. Eram as minhas coisas de RPG, passatempo preferido entre 1993 e 1995 (junto com o basquete) mas que com o tempo foi sendo deixado de lado, até se tornar apenas mais uma lembrança. Outra fonte de bons amigos, de horas gastas numa mesa, que geraram histórias e histórias que até hoje são contadas quando nos reunimos. E rimos muito. Aprendi muito do meu inglês lendo aqueles intermináveis livros de regras e aprendi a usar muito a imaginação criando aventuras, personagens, cenários.
Dessas caixas, eu fui para uma sacola cheia de cartas. Sim, eu era parte de um grupo de RPG e me correspondia com outros jogadores do Brasil todo. Trocávamos todo tipo de material possível, discutíamos regras e novos sistemas, combinávamos nos encontrar em convenções e conversávamos futilidades. Tudo isso bem antes da era do e-mail.
Mais caixas lacradas. Mais mesmo, diversas. Parte dos meus gibis, acumulados no decorrer de mais de dez anos. Praticamente todos os heróis da Marvel e da DC desfilaram naquelas páginas, além de outros da Image, Top Cow e todo e qualquer quadrinho que você possa imaginar. Falo parte porque ainda continuo comprando alguns, mas nada se compara às lembranças que aquelas milhares de revistas me trazem.
Brinquedos antigos, revistas de música e outras que eu nem lembrava ter lido um dia, roupas pequenas. Tudo são lembranças!
Mas temos que nos livrar de certas lembranças do passado, de certas coisas que nos prendem e ficarmos livres para encarar o futuro. Lembranças são boas, mas devemos mantê-las dentro de nossa cabeça, não necessariamente de forma física.
Revistas e cartas foram jogadas fora.
Livros de RPG e outros foram vendidos em sebos.
Só que nos meus gibis, ninguém mexe! Eles vão comigo, em breve, para São Paulo, se unir com meus livros, CDs, DVDs e meu baixo, meus maiores tesouros! Afinal, eu não sou de ferro e certas coisas eu quero comigo para sempre, e quero ver um dia meus filhos ouvindo meus CDs e lendo meus livros e gibis com o mesmo tesão que eu. E espero que eles tragam para eles a mesma felicidade que me trouxeram.
por Hiran Eduardo Murbach * 10:51 PM
E agora você tem opções!
[Segunda-feira, Agosto 23, 2004]
Antes de eu começar a escrever sobre os monstrinhos que viviam no meu armário (ou seja, coisas do passado), tema que tomará tempo e que merece ser melhor escrito, eu queria dizer sobre sobre a banalização do termo urgente. Procurando em qualquer dicionário, é possível saber que essa palavra significa algo que precisa ser resolvido muito rápido, quase que instantaneamente, sobre pena de um prejuízo irreparável. é o periculum in mora do direito. Só que, de uma hora para outra, TUDO é urgente.
Agora eu trabalho mais tempo na rua do que no escritório, graças à essa cidade maluca que te toma horas para se deslocar de um lado para outro e por ter que voltar para SBO ao menos duas vezes por semana, o que faz com que eu fique muito tempo no carro, na dependência de uma coisa chamada celular. Constando, essa coisa está me deixando doido, pois eu ando com dois celulares (um 19 e outro 11) e um rádio Nextel, mas como eu sou um cara enrolado, eu sempre esqueço um em casa, ou no carro, ou a bateria acaba, ou algo assim, sem contar que muitas vezes nenhum deles funciona. Assim quando eu acesse a caixa de mensagens ou retorno para o escritório, está cheio de recados para retorno urgente!
Quando você retorna todos, descobre que poucos deles são realmente urgentes. Mas é uma estratégia usada para que as pessoas liguem de volta logo, acreditando que o que tem para ser dito é urgente de verdade. E o que acontece?! É a história do garotinho que fica gritando 'lobo' toda hora e, na hora que o lobo aparece, ninguém acredita nele.
Portanto, não adianta me ligar e dizer que é urgente. Eu não vou acreditar e só vou retornar quando eu puder... ou der vontade.
por Hiran Eduardo Murbach * 3:37 PM
E agora você tem opções!
[Sexta-feira, Agosto 20, 2004]
Putz, eu dei uma sumida... e olha que não é falta de inspiração não, têm um monte de coisinhas circundando a minha cabeça, só esperando serem transmitidas para o papel (ou para o computador, no caso), mas a questão é que estou com dificuldade de acessar a internet. É só rapidinho, na hora do almoço ou antes de ir embora para casa, mas tempo suficiente apenas para ler meus emails. Nâo respondo emails (tenho um monte na lista), não visito blogs conhecidos, não entro no msn. Mas acho que isso está para acabar, pois vou trazer um computador para mim e, apesar de não ter acesso a internet em tempo integral, vai ter sempre uma telinha do Word aberta para receber meus textos.
Apenas para constar, pois ainda vou falar muito desse assunto, eu abri caixa de pandora essa semana. No sótão de onde hoje é o escritório do meu pai, existem caixas e sacos plásticos com a história da minha vida. Livros, revistas, cartas, roupas, brinquedos, praticamente tudo que vocês podem imaginar, de todas as fases. Coisas que eu sinto falta, coisas que eu não faço questão de lembrar, coisas que eu já tinha me esquecido. Como a gente muda...
Mas agora não dá tempo, logo logo eu volto...
por Hiran Eduardo Murbach * 1:13 PM
E agora você tem opções!
[Terça-feira, Agosto 10, 2004]
E afinal o que é rock n' roll?
Não é um cara metido a intelectual, fazendo sons cabeça e posando de gênio incompreendido - isso é MPB
Não é um bando de moleque pseudo-revoltado, com uma banda pré-fabricada e um som pasteurizado - isso é uma boy band
Não é dor de corno, choro infundado sob rimas fracas - isso é breganejo
Rock n roll é diversão!!! É alma, suor, coração!!! Musica feita para as massas, para empolgar, para animar, para alegrar, para divertir; música feita para se pular, dançar, balançar a cabeça e cantar junto; música feita para emocionar, criar ídolos, mitos, lendas. Está certo que depois de sua criação ele tomou alguns outros caminhos, muito válidos por sinal, como expressar indignação - desde que fundamentada ¿ e fazer as pessoas pensarem, mas nunca foi esse o seu objetivo principal.
É a música dos jovens, - ou daqueles que têm um espírito jovem - que acreditam no poder da música, que não sonham em mudar o mundo, mas apenas em se divertir um pouco tocando. Todo garoto que compra um guitarra - ou qualquer outro instrumento ¿ não tem como primeiro objetivo ficar rico e sim tirar os acordes de uma música que adora.
Essa de tocar qualquer coisa pelo dinheiro é coisa de músico profissional e no rock não há espaço para músicos profissionais. O rock só aceita os amadores, aqueles que não tocam com a cabeça e a carteira e sim com o coração, aqueles que carregam o instrumento nas costas em busca de meia dúzia de pessoas ávidas por ter alguns momentos de diversão, aquele que não se importa com o sangue escorrendo pelos dedos e com as dores, pois o amor pelo rock n roll é maior do que isso.
Pergunte para qualquer pessoa que toque ou já tenha tocado numa banda se existe sensação melhor do que tocar para pessoas, não interessando se você os conta em milhares, centenas, dezenas ou unidades, que entrem no clima da música. A troca de vibração e energia é algo mágico, e eu posso comprovar isso.
Rock n roll não é para ser assistido sentado, muito menos com os dois pés no chão e a mão no bolso. Existem outros tipos de música - boas, por sinal - para serem acompanhadas assim, mas não o rock n¿ roll. Ele precisa da interação público-palco para existir.
Afinal, rock n roll é mais do que uma música em si, é uma forma de se encarar a vida. Não depende de idade, não depende de cultura, não depende de formação escolar. Depende de deixa-lo entrar em sua vida e aceitar o que ele é: diversão. E não cobre dele mais do que ele pode oferecer.
I wanna rock n roll all nite, and party everyday.
por Hiran Eduardo Murbach * 8:25 AM
E agora você tem opções!
[Quinta-feira, Agosto 05, 2004]
O que é o arrependimento?! De uma forma mais simplista, é a sensação que temos quando deixamos de fazer alguma coisa que gostaríamos de ter feito, mas acho que nem é só isso não, é alguma coisa mais séria, mais forte.
Arrependimento é uma sensação que fica com a gente por eras, é o gosto amargo do ¿não ter feito¿, é a dúvida, o sentimento de não ter vivido algo por uma omissão, o não saber como é o outro lado, a decisão não tomada que poderia ter levado a sua vida por um caminho mais tranqüilo.
Certo que muitas vezes tomamos decisões erradas, mas a dor do ter feito e ter errado é muito menor que a dor do arrependimento. É a omissão, a covardia, o medo, sentimentos siameses do arrependimento pois só se arrepende quem deixa de fazer alguma coisa.
E quando você se arrepende de ter feito algo?! Não, você não deve se arrepender jamais por ter feito alguma coisa, pelo simples fato de você ter feito! Você tentou, você arriscou!
O maior pecado do homem é a omissão.
por Hiran Eduardo Murbach * 7:10 PM
E agora você tem opções!
[Terça-feira, Agosto 03, 2004]
Não, isso aqui não acabou. É que eu estou com acesso restrito à internet e, nos poucos momentos livres, eu não sei o que escrever mesmo...
por Hiran Eduardo Murbach * 8:51 AM
E agora você tem opções!