27 anos
Santa Bárbara d'Oeste
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[Domingo, Setembro 26, 2004]
Novas bandas que eu estou ouvindo e que valem a pena escutar com carinho:
Alter Bridge
Drive by Truckers
Melissa Auf der Maur
Pretty Girls Make Grave
Scissor Sisters
Switchfoot
The Killers
The Streets
por Hiran Eduardo Murbach * 6:22 PM
E agora você tem opções!
Vasco 2 x 5 Palmeiras
Será que dessa vez as coisas tomam rumo ou foi só um lampejo?! O Pedrinho jogou muito, mas eu fico imaginando que dupla de ataque seria Vagner Love e Osmar.
Rio Branco 0 x 2 União Barbarense
E mais uma vez a gente bateu os fregueses. Quinta vitória em seis jogos esse ano. Agora podemos perder por até um gol sem Santa Bárbara que estamos classificados para a próxima fase. A Série B está cada vez mais próxima!
por Hiran Eduardo Murbach * 6:15 PM
E agora você tem opções!
[Sexta-feira, Setembro 24, 2004]
A morte sempre foi uma coisa que me assustou quando eu era criança. Lembro que eu odiava a noite, porque, por algum motivo, eu achava que quando acordasse, alguém que eu amava teria morrido e, por isso, não queria dormir, como se isso fosse mudar alguma coisa.
O tempo foi passando e eu comecei a ficar fascinado pela morte. Ficava imaginando como seria a minha morte, como seria o meu velório, quem iria, o que iriam dizer de mim. Gostava de tudo que fosse relacionado a isso.
Então, comecei a me aprofundar no assunto, ler sobre isso e comecei a entendê-la. Entender a sua função, para que ela servia, que não era o final de tudo e sim um ritual de passagem para alguma outra coisa, maior e mais importante. E também entendi que a morte não era o fim, que existia algo depois dela e que, todas aqueles que amamos e perdemos, reencontraríamos um dia.
Só que isso não quer dizer que passei a encará-la numa boa. Não tinha, como não tenho, medo de morrer, mas sofria muito com a possibilidade de perder alguém que eu gostava, pois, apesar de toda essa crença, a presença física da pessoa ainda me era muito importante. O dia a dia com ela, a possibilidade de tocá-la, abraçá-la, conversar com ela. Isso faz falta, ouvir a sua voz, ver o seu sorriso, essas coisas que eu, por mais que tente ser mais evoluído, não consigo suprir.
E esse último mês me foi meio pesado. Primeiro foi o irmão do meu melhor amigo, depois um conhecido que morreu num acidente de trânsito mal explicado com apenas 19 anos. Então, o avô da Ká que falece de repente e, por fim, recebo uma ligação estranha de um amigo da época de faculdade, conhecido por não ser muito sociável e não fazer ligações. Era perguntando se eu sabia de um outro amigo nosso.
Na faculdade, apesar de muitos colegas, eu fiz poucos amigos. O Fábio, de SBO, que me fez a ligação. O João, de Pira, um cara muito bacana, que é o que eu mantenho mais contato ultimamente. O Fabinho de Sorocaba e o Luis de Tietê, dois amigos de horas e horas de conversas sobre música e de muitas baladas. E, finalmente, o José Valentin, de Americana, uma pessoa incrivelmente sincera e amiga, muito estudioso e inteligente, que ajudava todo mundo na faculdade, inclusive os que só falavam com ele na hora de pedir o caderno emprestado. Era uma pessoa simples, mas que lutava como poucos que eu conheço para vencer na vida, e estava conseguindo. Tinha passado em um concurso da Polícia Civil, mas estava estudando para outros e, com certeza, ira conseguir um dia.
Ele tinha 28 anos e a última vez que o vi foi no final do ano passado. E também será a última vez que o verei, ao menos nessa vida. Foi dele que me foi perguntado, pois a notícia que o Fábio tinha era que ele tinha sofrido um aneurisma e que estava com morte cerebral, apenas esperando alguma coisa para desligarem os aparelhos.
Infelizmente essa informação foi confirmada. Era verdade. E um dos meus maiores amigos da faculdade se foi. Alguém com quem eu convivi quatro anos diariamente, com quem eu conversava todos os dias, brincava, que era parte de quase todos os meus grupos de estudo e de trabalho. Um amigo que mesmo depois de formado nos encontrávamos para conversar, bater papo, relembrar dos velhos tempos. E se não podíamos nos encontrar, ligávamos e ficávamos muito tempo ao telefone.
Se eu conheci alguém na vida que realmente merecia vencer era ele. E ele tinha tudo para vencer, pois sempre lutara contra as dificuldades e, até agora tinha vencido todas elas. Mas agora encontrou uma com a qual não podia lutar e, de uma hora para outra, aquela chama se apagou.
Não vou mais encontrar meu amigo, não vou mais rir com ele, tirar sarro da cidade dele e do Santos, divertir-me com seu bom humor, não vou mais poder falar das novidades e trocar informações sobre como andam nossos outros amigos, não vou poder ver ele chegar ao lugar que merecia.
Até agora a ficha não tinha caído. Liguei para todos os amigos mais chegados, mandei email para os outros, informando. Lembrei dele muito hoje, mas a ficha não tinha caído. Ou então, como eu estava achando, eu tinha me tornado uma pessoa insensível, incapaz de sofrer pelos outros. Mentira! Agora a ficha caiu e, tendo que escrever essas coisas, um misto de desabafo e homenagem, eu percebi o quanto eu gostava dele e o quanto eu senti isso. Perdi precocemente um dos poucos amigos realmente verdadeiros que eu já tive e posso perceber o quanto isso me dói pelas lágrimas que me escorrem pelo rosto enquanto escrevo essas palavras.
Zé, Valentin, ou seja lá como eu possa te chamar, você vai fazer muita falta. Mas eu estou tranqüilo que você está em um bom lugar, pois sempre foi uma ótima pessoa e Deus tem um lugarzinho especial para você.
por Hiran Eduardo Murbach * 12:08 AM
E agora você tem opções!
[Quinta-feira, Setembro 16, 2004]
E o último da trindade se foi... Johnny, descanse em paz, o rock n roll te agradece pelos serviços prestados.
Um minuto de silêncio...
por Hiran Eduardo Murbach * 1:52 PM
E agora você tem opções!
[Quarta-feira, Setembro 15, 2004]
Desanimei com os preços do TIM Festival. Nenhuma das atrações me faria pagar o preço estipulado. País onde o dólar vale nada e que certas pessoas são por demais gananciosas é foda!
por Hiran Eduardo Murbach * 10:46 PM
E agora você tem opções!
[Sábado, Setembro 11, 2004]
A vida real nem sempre é legal... tem hora que ela nos dá agonia, tem hora que ela nos faz ter vontade de dormir, e acordar depois como se tudo isso fosse um sonho, um sonho ruim, mas que já acabou. Só que não é assim. Tem horas que a gente pára em silêncio, começa a pensar e "como isso pode ser verdade?! Não acredito que isso está acontecendo". Algumas vezes a vida real não é legal, mas é mais maluca e incacreditável que a ficção.
Já cheguei a pensar que eu não estou preparado para a vida real... e isso assusta!
por Hiran Eduardo Murbach * 12:34 AM
E agora você tem opções!
[Quinta-feira, Setembro 09, 2004]
Para que serve um blog?! Dããã... eu sei que é para escrever, mas a pergunta é um pouco mais complexa. Escrever o que, ou melhor, escrever sobre o que? Voltando um pouco no tempo, lembrando como esse blog embalou (antes ele era um simples local onde eu copiava-colava notícias sobre músicas e fazia alguns comentários totalmente dispensáveis) foi quando terminei um relacionamento longo e postei algumas coisas, alguns desabafos. Foi daí que eu descobri que adorava escrever para reclamar (como o Bacchin diz).
Na verdade não é bem isso, eu gosto de escrever para desabafar, por pra fora coisas que me angustiam, me incomodam. Gosto de escrever para exorcisar demônios. É um pouco daquele ideal do romantismo, que a inspiração surgia da desgraça, e que era necessários sofrer para conseguir criar. Muito já fiz assim, coisas legais, inspiradas.
Só que agora seria sim uma grande hipocrisia eu continuar escrevendo coisas assim, reclamando da vida, lamentando de tudos e de todos. Sei lá, as coisas andam bem, estou com um trabalho legal, encontrei uma garotinha incrível que me fez perder meus medos e com quem me dou muito bem, estou montando meu canto em SP e experimentando um pouco de liberdade/responsabilidade, tenho amigos legais que rendem altas horas de papo e diversão.
E a inspiração tá foda de aparecer... hehehehe... mas se for pra ser como era antes, eu não quero não...
por Hiran Eduardo Murbach * 11:21 PM
E agora você tem opções!
[Domingo, Setembro 05, 2004]
Foi uma volta ao passado... churrasco, risadas, maldades, fossa, moshes, guerra de água. Foi como voltar 6, 7 anos no tempo e ver que, certas coisas nem o tempo nem a distância tem a capacidade de modificar.
Sabe o que é um amigo de verdade?! É aquele que, mesmo após 6 meses ou mais sem vê-lo, logo após um longo abraço de reencontro você sente-se como se todo esse tempo tivesse desaparecido, e a sensação é que vocês se viram pela última vez a semana passada.
por Hiran Eduardo Murbach * 11:22 PM
E agora você tem opções!