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[Segunda-feira, Novembro 29, 2004]

E na montanha russa da vida, uma hora estamos subindo, outra descendo. O problema disso tudo são, na verdade, dois problemas:

- sobe-se muito devagar, com dificuldade, mas, na hora de descer, sai de baixo.

- com a nova tecnologia, as subidas estão cada vez mais íngremes e as descidas, rápidas e assustadoras.

Caraco, que post com cara de auto ajuda! Quem foi que colocou aquele livro do Lair Ribeiro no meu armário?!?!!?


por Hiran Eduardo Murbach * 5:16 PM

E agora você tem opções!


[Sexta-feira, Novembro 26, 2004]

Eu não sei qual é dessa parceria do Curíntia, mas eu quero que os gambás se ferrem!!! E também tô vendo que vão armar pro Flamengo não cair, ou para cima do Atlético Paranaense, ou para o São Caetano.

Enquanto a Globo mandar no brasileiro, e a CBF continuar no Rio, esquece moralização...

por Hiran Eduardo Murbach * 3:50 PM

E agora você tem opções!


[Quarta-feira, Novembro 24, 2004]

Virou moda falar em bandas pelos blogs da vida. Existe uma enorme banda imaginária do qual eu já fiz parte e que agora eu fui expulso pela minha própria cunhada (minha tia tem uma teoria sobre essa palavra, mas eu prefiro não comentar nada, sob pena de mudarem a fechadura do apartamento), ela mesma que vem fazendo aulas de bateria. O Randall tem a fixação dele pela sua guitarra (que eu já vi uma foto), o Ti já sabe tocar, a Lu tá aprendendo, e etc, etc, etc.

A questão é que eu sempre gostei de tocar. Isto é, desde que eu aprendi com uns 21 anos, quando o Ricardo me convenceu a aprender a tocar baixo com ele e os primos e o Brown me ajudou a escolher um Washburn Lion, modelo Jazz Bass, a um preço acessível mas que é um puta instrumento. Daí eu descobri uma série de coisas: tocar não é tão difícil quanto parece (pelo menos o básico), é cara pra caramba, pois você tem que comprar uma série de coisas (cubo, cabo, pedal, cordas novas, correia...), ensaiar depois de um tempo é um saco, mas fazer show é um tesão, a menos que você toque para três ou quatro pessoas.

Mas mesmo assim tem sua graça. Pra que você toca em casa? Pra que você perde horas ensaiando no seu fim de semana, quebrando o pau com os outros caras, escolhendo músicas, gastando uma hora para acertar aquela bendita virada que alguém teima em fazer um tempo adiantado (ou atrasado)? Pra que você investe uma grana legal, que daria pra fazer um monte de coisas? A resposta é óbvia! Pra tocar!!! E quando eu falo tocar é ir pra algum lugar, tocar pra galera, sejam musicas próprias ou covers, ver o pessoal se animar, pular, curtir.

Já toquei em diversas situações diferentes: na praça municipal, com um som bacana, pra uma galera gigante e sentada, num encontro de motos com uma estrutura monstro mas pra 10 pessoas (sendo 6 nossos convidados), em aniversário de adolescente, da namorada do guitarrista, do amigo do chegado. Mas vale a pena, o tesão de você se encontrar antes, carregar as coisas para o local, montar a estruturar, perder horas com o baterista (sempre ele) fresco que não fica contente com a posição do prato ou com o som do surdo, são alguns momentos onde você é o rock star! E nessa hora a adrenalina sobe.

Por isso mesmo, pra mim o ato de tocar, para ter graça precisa ser completado com uma boa escolha de músicas. Existem bandas que eu curto ouvir demais, mas jamais tocaria. Não vejo graça alguma em tocar aquelas musiquinhas calmas, paradas, onde a banda fica fazendo pose de blasé, de cabeça baixa, como se estivesse sendo obrigada a estar no palco, tamanha a falta de ânimo.

Tem banda que foi feita pra gravar CD, e tem banda que se faz ao vivo. Ao vivo tem que ter tesão, suar por completo, arrancar sangue da ponta dos dedos, quebrar a baqueta, estourar a corda. Ao vivo é necessário mostrar pro pessoal que assiste que você tem vontade de estar lá. E era isso que eu curtia, tocar com vontade de ver o pessoal pulando!!!

Baderna, rodinha, stage divings? Quanto estou vendo um show nem curto isso, mas quando eu estava no palco era isso que eu queria. Uma vez pararam uma apresentação nossa na primeira música num festival numa escola porque a molecada aloprou tanto que além de assustarem os professores, um moleque caiu e encheu a cara de sangue. A música que a gente tocou? Alive, do Pearl Jam. E olhe que a próxima seria Killing in the Name...

Sinto falta demais disso. Para mim foram três anos que, todo final de semana eu tinha o meu relax. Era descer a mão ensaiando, a vontade de tirar músicas novas, a tensão antes de um show. E isso acabou fazem dois anos. E eu tinha desistido, estava quase vendendo o meu outro baixo. Mas...

Não é que meu amigo gambá Felippe me convida pra tocar em uma banda? E que dessa vez era sério? Pois é... trocamos emails, escolhemos um pequeno repertório de começo e, se Deus quiser, a gente ensaia ainda esse ano. As três músicas que tínhamos que tirar estão quase boas, e não vejo a hora de conseguir, depois de dois anos, tocar uma música completa com uma banda completa.

Depois disso, a estrada nos aguarda... Vocês vão ouvir falar muito da gente!

por Hiran Eduardo Murbach * 4:55 PM

E agora você tem opções!


[Terça-feira, Novembro 23, 2004]

Rapidinhas...

- O Palmeiras afinou

- O União é campeão antecipado. Domingo é só festa!

- Jogador de futebol é tudo mercenário.

- Meus olhos doem e eu perdi meus óculos. Quem manda eu não usá-los faz mais de dois meses?!

- A Kakinha voltou a trabalhar à noite, mas pelo menos ela sai mais cedo e não trabalha de finais de semana.

- O acústico dos Engenheiros está F-O-D-A! Mas isso vai merecer tópico depois que eu assistir o DVD.

- O primeiro ensaio foi adiado. Mas esse ano ainda rola. E nem estou tão enferrujado como eu achava.

- Esse post ficou uma m****!!! hauhaauhauahauahauahauah

por Hiran Eduardo Murbach * 5:13 PM

E agora você tem opções!


[Domingo, Novembro 21, 2004]

Tony Parsons é um escritor diferente. Diferente por ao contrário da grande maioria dos escritores cultuados que preenchem as prateleiras, fala da vida real assim como ela é, sem devaneios, com personagens normais, sem neuras exageradas, onde cada um dos personagens poderia perfeitamente fazer parte do seu cotidiano.

Harry cresceu, pelo menos na idade cronológica, mas os problemas nem mudaram tanto assim. Só que não me cabe aqui fazer uma resenha da história, pois muitos já leram o livro e outros tem muito mais capacidade de fazê-lo, o que tornaria o meu texto pedante e até desagradável. O que me faz escrever aqui é que esse livro (exatamente como o Pai e Filho) assusta.

Assusta?! Como assim, vocês podem pensar. Mas assusta mesmo. Assusta porque mostra a realidade nua e crua. Um dia a pessoa que está com você é aquela que você mais ama, com quem você quer passar o resto da sua vida e, de um momento para outro, coisinhas pequenas do dia a dia começam a afetar as coisas, criam pequenas neuroses, inseguranças. O tempo passa e você percebe que o conto de fadas não existe e nunca vai existir em qualquer lugar que não sejam os livros de história.

Só que esse susto é legal se você souber trabalhar com ele. Obviamente muitas vezes nos vemos atrapalhados com as bifurcações da vida, com as tentações que cruzam nossos caminhos e os pseudo-indícios que nos dão a certeza que algo está acontecendo, mas essa é a graça da vida.

Contos de fada são um tédio! O felizes para sempre desanima e não excita! As pedras que serviriam para teoricamente atrapalhar são as mesmas que tornam o caminho mais atraente. Qual a graça da conquista se você não conhece o sabor da perda?

Da mesma forma que um dia, um livro escreveu "nunca se apaixone por alguém que não existe" esse me ensinou que o segredo da vida que "você só precisa continuar se apaixonando sempre pela mesma pessoa".

É, a vida não é assim tão ruim como queremos acreditar.

por Hiran Eduardo Murbach * 11:56 AM

E agora você tem opções!


[Sexta-feira, Novembro 19, 2004]

Ando sem muito o que postar, e nem tenho motivos para tanto. Tenho trabalhado muito, não comprei/ouvi nenhum CD, DVD, livro ultimamente, não assisti nenhum filme. No feriado fui pra Santos com a minha Kakinha, comi lula até dizer chega e tentamos nos embebedar de espumante, mas compramos só uma garrafa e nem deu certo. Tenho ainda um projeto novo com o Toloi, mas isso eu só falo quando começar, para não gorar.

Minha maior alegria e motivação para posts tem sido o União, já classificado para a Série B e precisando de um ponto em dois jogos para ser campeão brasileiro (da terceira, mas campeão). Tá certo que a terceira divisão não vale (teoricamente) nada, mas isso se você ter por parâmetro times grandes. Eu jamais gostaria que o Palmeiras fosse campeão da terceira, pois para isso ele deveria cair duas vezes seguidas, o que é muito desagradável. Mas estamos falando de outra coisa, de um time do interior, da minha cidade, que até 1998 nunca tinha disputado nem a primeira divisão do paulistão. É uma coisa diferente torcer para o time da sua cidade e só entende isso quem nasce e vive em uma cidade do interior (você me entende, Fernando?!), onde o time é pobre, os recursos excassos, você os jogadores andando pela praça, sem nenhum status de popstars. É uma coisa mais íntima pois, além de você acompanhar os jogos no estádio, ainda é o nome da sua cidade que está sendo divulgado.

Tenho mania de, toda vez que vou viajar para alguma cidade, onde quer que seja, levar uma camisa do União. E ela quase sempre é reconhecida, até em Recife uma vez. E isso é legal, pois eu gosto muito da minha cidade e, consequentemente, do time dela. Claro que não espero um título paulista, nem que subamos para a série A mas, dentro dos nossos limites, esse título e esse acesso estão ótimos.

E esse final de semana eu vou descansar... No máximo, vamos levar o Bacchin visitar a Fátima, o amor platônico dele. E vamos ver se dessa vez ele toma coragem.

por Hiran Eduardo Murbach * 8:09 AM

E agora você tem opções!


[Terça-feira, Novembro 16, 2004]

SEGUNDA DIVISÃO!!!

Não, eu não estou tirando sarro de ninguém! Muito pelo contrário! Domingo, mesmo jogando em Brasília, sapecamos 4x1 no Gama e agora já estamos matematicamente classificados para a Série B do ano que vem. Mais do que isso, com quatro vitórias em quatro jogos, precisamos apenas de um empate para sermos campeões brasileiros da Série C.

Parece pouco?! Tá, se você comparar com os times grandes, que disputam títulos a todo momento, mas para uma equipe sem recursos, do interior de São Paulo, esse passa a ser o título mais importante da nossa história. E que nos credencia, ano que vem, a disputar um campeonato bem melhor, mais longo, rentável, melhor divulgado e com mais clubes importantes.

E a pergunta que não quer calar: Cadê o Rio Branco?!?!?!?!

por Hiran Eduardo Murbach * 9:21 AM

E agora você tem opções!


[Terça-feira, Novembro 09, 2004]













por Hiran Eduardo Murbach * 11:47 PM

E agora você tem opções!


[Domingo, Novembro 07, 2004]

Jogo difícil, muito vento, time adversário forte. O Gama estava ganhando de 1x0 quando aos 26 do segundo tempo, o centroavente Frontini domina a bola fora da área, vira e chuta no canto do goleiro, empatando o jogo e fazendo seu oitavo gol em oito jogos consecutivos. Isso incendiou a torcida (quase 5 mil pessoas, melhor público em pelo menos 3 anos) e o time começou a atacar mais. Porém tudo levava a crer que o resultado seria mesmo um empate quando, aos 48 minutos o Chico Marcelo faz o que ninguém esperava e, da marca do penalty, faz, de bicicleta, o gol da vitória.

Explosão, vibração, gritos, taquicardia, catarse coletiva!!!

3 jogos
3 vitórias
9 pontos

Mais um empate em 3 jogos estamos matematicamente classificados para a Série B. E daí a coisa pega fogo, os times são grandes e o União conquista o lugar que merece, não de um time pequeno do estado de São Paulo, e sim um dos melhores times do interior e um time nacionalmente conhecido.

E ano que vem a gente vai assistir a Lusa contra o União no Canindé, certo Toloi?!

por Hiran Eduardo Murbach * 7:39 PM

E agora você tem opções!


Essa foi a última poesia que escrevi, quase dois anos atrás. Nunca mais consegui escrever mais nada. Claro que continuo escrevendo, mas não mais poesias, e eu sinto falta disso...

Sempre queremos o que não temos
Sonhamos com o que não podemos
Desejamos o impossível
Talvez por saber
Que o impossível
Jamais teremos

Mesmo assim jamais desistimos
Sonhamos acordados e imaginando
Que em um momento de nossa vida
Teremos aquilo que desejamos

Nem que seja por uma dia...
por uma hora...
por um minuto...
por um piscar de olhos...
por um simples toque...
por um único som...
por uma fragrêancia...
...que fica no ar
e se desfaz em um instante
desaparecendo do mundo
mas nunca da nossa lembrança
atormentando nossa mente
iludindo nossa alma
que um dia tocou o céu
conheceu o paraíso
e a completa satisfação mas
como a mais fina areia da praia
escorreu por entre os dedos
e perdeu-se no infinito
deixando-nos com o gosto
amargo e forte
da desilusão de um dia
ter sentido o aroma do néctar
mas de não ter podido prova-lo
pois
descobrimos ao fim
que o que tivemos
não passou de um sonho
de uma ilusão
de um desejo
que não se tornou realidade...

...nem por um simples instante
afinal, era só ilusão

e sonho...


por Hiran Eduardo Murbach * 2:57 AM

E agora você tem opções!


Duas horas da manhã do sábado para o domingo. Estou agora em Santa Bárbara, minha terra natal, minha casa, apesar de que não tenho estado aqui muito ultimamente. A vida em Sampa está uma correria só, além do que eu consegui ir para o Rio nas três últimas semanas (e antes que o Du me xingue, todas as vezes eu fiquei no máximo 30 horas, e sempre correndo de um lado para o outro, de uma visita à outra), coisa que eu nunca tinha feito antes.

Olho o relógio do Windows avançar, estou ouvindo Engenheiros para me distrair, mas não há nada para fazer. Meu nenê já foi dormir faz tempo, já li todos os jornais possíveis, escrevi email, rodo sem sair do lugar. Mas não quero dormir.

Tenho medo de dormir. Na verdade eu tenho medo da minha cama, do meu travesseiro. Tenho medo das coisas que vão passar pela minha cabeça no momento em que eu fechar os olhos e deixar os pensamentos tomarem conta da minha existência. Tenho medo dos fantasmas que vão me circundar, tensionando meus músculos, aumentando os batimentos do meu coração, obstruindo a minha respiração. Tenho medo de ficar sozinho comigo mesmo e não saber lidar com isso.

Tenho medo de crescer. Mas eu já cresci, faz algum tempo, e isso é irreversível. Só que isso não impede que eu queira voltar no tempo, à época que minhas preocupações erram irrelevantes, tais como fazer o dever de casa, o horário do jogo de futebol ou quem iria no clube domingo.

por Hiran Eduardo Murbach * 2:33 AM

E agora você tem opções!