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[Quinta-feira, Julho 28, 2005]

Sublime - Santeria

Raggae? Que é isso? Na boa, eu odeio raggae, então porque essa música tá aqui? Porque é uma puta música, que me lembra um dia de sol, churrasco, água, diversão, mas é algo mais, ela me lembra amigos.

Nunca fui uma pessoa que teve muitos colegas, mas posso dizer que tenho a felicidade de ter muitos amigos (no sentido real da palavra). O Ricardo é meu amigo desde que a gente tinha 7 anos e nunca perdemos o contato até hoje, sendo que eu fui o padrinho do seu (ex) casamento junto com a mãe dele; e o pessoal com quem eu convivo em SBO / Americana, o que é amigo a menos tempo já o é há pelo menos 5 anos. É uma turma muito legal, a gente briga pra caralho, um enche o saco do outro muito, ao ponto de quem vê de fora estranhar, temos muito ciúmes um do outro, mas é aquela coisa, podemos ficar alguns meses sem nos ver (coisa que acontecia, mas que agora resolvemos não deixar mais acontecer) que, no reencontro, é como se tivessemos nos encontrado no dia anterior.

Por que Santeria lembra amigos? Porque lembra um dos melhores churrasco que fizemos, daqueles épicos que até hoje nos lembramos, apesar de passados uns bons 7 ou 8 anos. Um sábado de muito sol, o cd do Sublime tocando no carro e a via sacra, de comprarmos a carne, a cerveja, o gelo, essas coisas. Um dia de muita bagunça, quando voltamos a ser crianças novamente (será que um dia a gente deixou de ser? Duvido), brincando com água, comendo e bebendo muito. E risadas, muitas risadas. E histórias, muitas histórias.

Naquele dia eu percebi que dias quentes e felizes, pedem múscias quentes e felizes, e que existe muita coisa boa que se enquadra nesse esquema. Só não vou dizer que percebi também o quanto os amigos são importantes, pois isso eu sempre soube e, exatamente por isso nós fazemos questão de nunca perdemos essa amizade.

Se o último post sobre as 31 canções foi sobre os amigos de quem a vida nos separa, esse é o oposto, sobre amigos que a vida, por mais que tente, nunca vai conseguir separar.

Vejo vocês no próximo churrasco, pois tem uma caixa de Skol esperando pela gente!!!

por Hiran Eduardo Murbach * 10:39 AM

E agora você tem opções!


[Terça-feira, Julho 26, 2005]

Pode parecer materialismo. Bem, na verdade é materialismo, mas têm vezes que basta você encontrar alguns bons CDs / DVDs / Livros / Quadrinhos para tornar seu dia mais feliz, e foi o que me aconteceu.

Fui para Piracicaba e aproveitei para passar numa loja de CDs muito legal que tem lá e que conheço desde o tempo que tinha uma bolsa pesquisa na Unimep e sempre tem alguma coisa boa. E dessa vez não foi diferente, afinal não é todo dia que se encontra por aqui três CDs do Bareneked Ladies e um do Verve Pipe. Além disso, ainda tinha um do Our Lady Peace e do La Ley, mas esses não adiantaram muito, pois já tenho a discografia completa dessas banda.

E com isso, voltei pra casa e amanhã vou pra Sampa ouvindo muito Barenaked Ladies... A gostosa sensação de se ouvir um CD novo...

por Hiran Eduardo Murbach * 3:04 PM

E agora você tem opções!


[Sábado, Julho 23, 2005]

a felicidade eterna dura somente o tempo de uma ejaculação

por Hiran Eduardo Murbach * 6:34 PM

E agora você tem opções!


Eu confesso que não sou muito chegado a confetes e essas coisas, mas quando a gente recebe um texto como esse abaixo, não tem como não ficar envaidecido. É, valeu Breno!

Ronaldinho é o cara!

Claro que não me refiro ao gaúcho. o Ronaldinho Gaúcho é o menino bom que nunca vai envelhecer e nem vai ficar rancoroso da vida. aliás, a vida do Ronaldinho Gaúcho se resume às quatro linhas desenhadas no gramado. Ele é só plástica, gols, genialidade e títulos. O Gaúcho não existe fora dos campos, ninguém comenta sobre suas cifras, seus carros e suas garotas. Ele é algo somente com a bola nos pés, porque fora dos estádios ele é ineconômico e assexuado.

Mas quando falamos de Ronaldo, o fenômeno, não. Ele é o maior personagem do futebol desde Garrincha. O fenômeno é impensável (quando ele marcou aquele gol numa bobeada do goleiro Rodolfo Rodrigues), apático (a sua dispensável participação na copa do mundo de 94. serviu apenas para fazer propaganda da Brahma), impressionante (como naquele gol que marcou pelo Barcelona, driblando todo o time adversário), trágico (a final da copa de 98), decadente (suas sucessivas lesões no joelho) e redentor (na copa de 2002).

Ronaldo é puro consumo, com suas ferraris e roupas caras, e é também puro sexo! Livia Lemos, Suzana Werner, Daniela Cicareli e outras maria chuteiras. e nem precisa ser bonito, pois é feio como nunca desejaríamos que nossos filhos fossem.
Quando a Vida Imita a Arte, do Hiran Eduardo Murbach, não é a história do Ronaldo Fenômeno. Não tem glamur, carros, sexo, futebol, nem belas e ardentes mulheres. Aliás, não tem nada no livro do Hiran! tem apenas Eduardo.

Eduardo é narrador do livro, que é também autor. Eduardo conta apenas a história de como perdeu o grande amor de sua vida. Como cenário, o seu cotidiano. Os personagens principais são basicamente Eduardo e Eduardo. O clímax do livro acontece quando os dois Eduardos se degladeiam entre si. e, pasmem, não há vencedor nem derrotado. Apenas cacos!

O livro do Hiran se insere numa nova estética que, na minha opinião, se inaugurou com A Hora da Estrela, de Clarice Lispector e passa pelos romances de Marcelo Mirisola e Clarah Averbuch. Uma estética em que o social não importa mais e sim o 'eu', principalmente o do autor/narrador/personagem principal. Uma estética umbigüista, que visa a investigação dos mais profundos medos. O que importa é o que eu sinto, dane-se o resto.

Ah, quem quiser um dia ler o livro do Hiran, nem tente ir à fnac ou qualquer livraria. O livro é artesanato puro, não tem editora, não tem nada! Tem que se entrar em contato com o próprio Hiran. Se alguém quiser um dia ler o livro, só tome cuidado com uma coisa: além de Eduardo, você pode encontrar um espelho dentro do livro. A tragédia de Eduardo talvez seja também a minha. E sua!


por Hiran Eduardo Murbach * 7:54 AM

E agora você tem opções!


[Quarta-feira, Julho 20, 2005]

Falta de criatividade é uma merda! Quando uma banda faz um plágio de outra, chupa um pedaço de um música, um riff, uma linha de guitarra, até dá para se entender, como se fosse uma homenagem ou algo do gênero. Agora, auto-plágio é difícil de engolir! Tem uma música do Offspring tocando nas rádio que é uma cópia perfeita da "The kids aren't all right", a mesma estrutura de verso e refrão, a mesma métrica, notas muito parecidas, até uns 'oh-ohs' no mesmo lugar. Difícil de entender, mais difícil ainda de engolir.

Pois é, como eu disse alguns meses atrás, tem bandas que nascem juntas, na mesma época, com as mesmas influências, tocando nos mesmos lugares mas, enquanto umas se destacam, inovam e criam um dos melhores álbuns desse século, como o Green Day, outras acomodam-se, fazendo para sempre o mesmo rockinho pré-adolescente, acéfalo e repetitivo, como o Offspring.

Apenas para constar, apenas três bandas na história do rock obtiveram direito de se auto-plagiar e repetir sempre a mesma fórmula, como o AC/DC, o Motorhead e, principalmente, os Ramones. De resto, é incompetência mesmo...

por Hiran Eduardo Murbach * 8:15 AM

E agora você tem opções!


[Segunda-feira, Julho 18, 2005]

Eu desisto de falar de futebol... só o Leão salva (isso porque o Felipão não quer voltar, senão ele salvava mais ainda...). Mas, que o cachecol com os símbolos que eu comprei é lindo, isso ele é!!!

por Hiran Eduardo Murbach * 3:21 PM

E agora você tem opções!


[Sexta-feira, Julho 15, 2005]

É óbvio que o assunto não poderia ser outro: futebol. Fala sério, o que é isso, de repente, de uma hora para outra, começa a brotar bambis de todos os lados, aquelas camisas ridículas começam a sair do armário e os semáforos se enchem de vendedores de bandeiras com aquele emblema intragável. O que é o futebol? É paixão, sentimento, saber sofrer de verdade nos momentos difíceis para depois poder sentir o gostoso sabor da vitória. É estar do lado do seu time em todos os momentos, é torcer com o coração e, quando alguém te perguntar quando você começou a torcer por ele, você não saber responder, pois constata que nasceu torcedor.

Eu aprendi a odiar o curíntia desde criança, mas isso eu tenho que dar o braço a torcer, eles são torcedores de verdade. Com o Verdão é a mesma coisa! Afinal, eu não me lembro, mas as fotos comprovam que, com menos de um ano, eu já tinha uma camiseta e um boné do Palmeiras, que meu pai me levava no estádio quando criança. E isso não é ser bambi, pois 98,5% delas são os torcedores que fingem serem torcedores, torcedores de ocasião, como essa última semana. Gente que nunca foi num estádio, que não acompanha o time, e que ainda acha que o Raí e o Leonardo jogam nesse time ridículo.

É totalmente o anti-futebol. É um time que nos anos quarenta obrigou o Palestra Itália a mudar de nome e que tentou roubar o Parque Antártica. É o time que teve um estádio construído com dinheiro público, pois tínhamos um governador corrupto que bancou toda a costrução. É um time que se gaba de ter um super centro de treinamento, mas que monta time de bases aliciando garotos dos times do interior.

Agora todos vão dizer que o número de bambis vão aumentar, e pode ter certeza que vão. Cada vez mais aquelas pessoas que não torcem pra time nenhum vão se auto proclamarem sãopaulinos, apesar de nem saberem que a bola é redonda, cada vez mais menininhas vão virar torcedoras, isso sem contar que, agora que virou moda ser gay, vai virar moda ser bambi.

Daí dizem que a torcida palmeirense diminui. Foda-se! Quem disse que eu quero torcer para o time de maior torcida? Que eu quero torcer para o time da moda? Se eu pensasse assim, só iria em festas do peão, ouviria pagode e assistiria a novela das oitos. Mais uma vez, foda-se a maioria! Eu torço para o time que eu nasci torcendo, que meu pai me ensinou a torcer, que por sua vez foi ensinado pelo meu vô. Eu torço para um time de verdade, com uma torcida de verdade, e não tenho medo do que pode acontecer, e nunca vou deixar de torcer. Eu passei os oito anos da escola sendo o único palmeirense da classe, sendo zuado porque meu time nunca tinha ganhado um título, mas isso só fortaleceu meu sentimento! Dessa forma eu pude comemorar aquele título de 93 de verdade e com merecimento, não como a maioria dos bambis, que só fingem serem torcedores para poderem extrapolar a violência, escondidos pelo nome de uma torcida organizada.

Eu vi meu time cair para segunda divisão, encher estádios, jogar com raça e voltar para seu devido lugar dentro das regras do jogo. Pode ter certeza que se um dia os bambis caírem para a segunda divisão, vão jogar para 10 pessoas e voltar no tapetão, afinal não foi em 89 que elas caíram para a segunda do paulista, e a FPF inventou uma segunda intermediária, para os bambis não tivessem que disputar um campeonato de macho (quem acompanha a segundona sabe que aquilo não é pra qualquer time) e acabaram voltando disputando o título. Afinal, eles se gabam se serem o time da elite e influentes, certo?

Por isso mesmo, odiei esse resultado, mas não foi esse título nem nenhum outro que vai me fazer respeitar esse time ridículo. Afinal, como li uma vez em um blog, o cúrintia é rival, a gente respeita, agora os bambis são inimigos, a gente odeia.

por Hiran Eduardo Murbach * 6:18 PM

E agora você tem opções!


[Quinta-feira, Julho 14, 2005]

...e a seguir, cenas do próximo capítulo

ou cenas do capítulo anterior

ou a reprise, da reprise, da reprise

por Hiran Eduardo Murbach * 8:30 AM

E agora você tem opções!