O que é o ano novo, fora a questão cronológica? Início de uma nova era? Mudança de vida? Listas de realizações jogadas no fundo da gaveta das meias? Sonhos de esperança? Não sei, realmente não sei...
É legal pensarmos como sendo um marco invisível que usamos para mudarmos tudo aquilo que não gostamos e amplificarmos aquilo que gostamos, mas na verdade não passamos do comodismo. Queremos, mas nada fazemos, sonhamos mas não colocamos em prática. Eu lembro que fazendo a ceia da virada do último ano o Israel ficou me pentelhando pra que esse ano que passou nós começassemos a fazer exercícios, correr para no final dele corrermos a São Silvestre. No ímpeto do momento eu aceitei e cá estou estou, quase um ano depois, só mais magro por causa do stress, mas ainda mais sedentário, certo do que se eu entrasse nessa agora, com certeza passaria vergonha ou teria um infarto (ou ambos).
Triste é pensar que sonhamos e desejamos, mas não fazemos nada pra mudar o status quo, ou quase nada. Porém, continuamos sonhando e com certeza no dia 31 eu farei a minha listinha.
- A reforma do estádio, com a construção de uma arena multiuso, a mais moderna do país
- Uma parceria que gerará R$ 40 milhões para contratação de jogadores
- A contratação do melhor técnico do Brasil
- O fechamento do maior contrato de patrocínio dos clubes brasileiros, que é muito maior que o segundo colocado
E o melhor de tudo, esse time é o meu!
Que esses ares de modernidade se mantenham, convertendo-se não apenas em títulos, mas sim em estrutura e profissionalismo. Até porque o mais importante nós já temos, que são torcedores de alma verde, e por isso mesmo não precisamos "comprar" aqueles que não gostam de futebol, os torcedores de ocasião. Paixão por futebol você não adquire, você simplesmente tem!
Ontem eu fui com a Alê assistir ao “Across the Universe”, que é um mezzo filme mezzo musical só com músicas dos Beatles, além das diversas referências escondidas (e com certeza acharei muitas mais quando assisitir novamente) e não outra palavra para classificar o filme senão emocionante.
Gosto muito dos Beatles, se bem que posso ser considerado como um novo fã, que começou a apreciar essas peças de arte há menos de 5 anos, mas sinceramente eu nunca tinha prestado a devida atenção nas letras, com algumas raras exceções, se bem que isso é muito comum no meu caso pois eu tenho extrema dificuldade em decorar letras.
O que isso quer dizer? Além de puta músicos, eles eram realmente poetas, pessoas acima dos mortais, como se fosse possível unir numa criatura só Shakespeare e Mozart. Definitivamente a capacidade deles escrever músicas de amor sem ser piegas é algo praticamente único na história da música pop. E nem falo só de Lennon e McCartney, porque Something foi escrita pelo Harrison e é F-O-D-A!!!
Dizer o que de Becouse, Strawberry Fields Forever, Blackbird, While My Guitar Gently Weeps, Hey Jude? Obras primas, sem a menor sombra de dúvida. Porém, atire a primeira pedra aquele que não se arrepiou na cena final...
There's nothing you can know that isn't known
Nothing you can see that isn't shown
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be
It's easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Existe muita coisa inútil no mundo, mas creio que uma das piores são os feriados municipais, principalmente quando você trabalha numa cidade pequena. O Brasil inteiro continua trabalhando, a vida segue normal e a cidade meio que se transporta para um universo paralelo de letargia, com pessoas indo na praça ver shows de música sertaneja e a Esquadrilha da Fumaça, sem se tocar que o universo continua em movimento. Clientes querem ser atendidos, vendas querem ser fechadas, entregas precisam ser feitas mas nada, porque ali, naquele buraco interdimensional do caos é feriado!
Feriado é legal? Sim, é, e tem horas que você precisa deles, mas é muito melhor e mais útil quando outros lugares estão na mesma situação que você, de preferência todos os lugares. Mas não, quando a cidade que você trabalha serve apenas para ser a sede física, que apenas uma micro fração de porcentagem dos teus negócios estão situados lá, daí é foda! É um feriado que não é feriado, que dá mais dor de cabeça que outra coisa.
E daí você volta a trabalhar no dia seguinte, percebe que realmente o mundo não parou e que você está um dia atrasado em relação ao todo. Só então se toca que feriados municipais só eram bons quando se é apenas um estudante. Mas nesse caso, qualquer feriado é bom.
É claro que se eu tivesse a chance de escolher, o mundo seria perfeito (ao menos para mim). O principe encantado salvaria a princesa das garras do dragão e fugiria em alta velocidade num Porsche 911 diretamente para o Reading Festival, assistir aos show do Muse, Radiohead e Foo Fighters na área vip, bebendo Erdinger e Jack Daniels, mas infelizmente nem tudo consegue ser perfeito.
Depois de um fim de semana que começou meio enrolado e depois veio a ficar incrível mas curto demais (e que deixa saudades, como sempre), de um evento familiar e outras coisinhas, eu realmente acho que vale a pena abrir mão de uma coisa boa por outra melhor ainda: ver os gambás caindo pra segundona e podendo devolver toda a gozação que houve pra cima da gente não tem preço!
Agora, que isso não seja desculpa pro ano que vem o Palmeiras quebrar com essa base que eu acho que está bem feita.