Todos os dias surgem notícias / boatos / especulações sobre a salvação do rock: bandas novas, estilos inovadores, mix de sons. A imprensa vende os salvadores, os selos empurram as "novidades" e os fãs, bem, esses vivem desesperados pelo novo, porém o novo cansa muito rápido e logo já está defasado. E com isso o rock vive sem salvadores, por pior que essa palavra seja.
Primeiro, não que o rock precise de uma salvação, por pra mim está bom assim como está, sem "hype", sem encheção de saco, mas precisamos salva-lo, o mais rápido possível, imediatamente! Então, se formos atrás dessa salvação, todos estão olhando pro lado errado, pois ela está onde ninguém nunca esperou, num console de vídeo game.
Alguém já jogou algum da série Guitar Hero? Com certeza a maioria e, o que pega é que, além de ser um jogo divertido, trouxe para uma geração de moleques viciados em games uma série de músicas e bandas maravilhosas e que, após vezes e vezes jogando para "zerarem", entram no inconsciente deles, fazendo com que busquem mais sobre aquelas músicas.
Como eu sei que pode mudar? Meu primo que nunca se interessou por música resolveu fazer aulas de guitarra depois de (muito) jogar o jogo. Basta?
Talvez a pessoa que tenha mais dificuldade em saber como é a real personalidade de cada um é ela mesma. É como um filme ou um jogo em primeira pessoa, temos uma visão limitada das coisas, do horizonte, em detrimento da visão periférica que outros têm de nós. Somos quem achamos que somos, mas não necessariamente quem realmente somos, pois não adianta nada acharmos que estamos agindo de uma determinada maneira, que temos uma personalidade quando não é isso que fica claro para as pessoas a nossa volta?
Mas algumas vezes nos vemos em outras pessoas, e isso é estranho.